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30 de maio de 2011

Pão de batata-doce


A ideia original era fazer um pão com passas. Mas aí tinha umas batatas-doce já cozidas e eu resolvi fazer usá-las. Fiz cerca de 1kg de pão, amassado na máquina e assado no forno. Além desses dois que aparecem na foto, rendeu também mais um, devorado rapidamente no sábado anterior ao piquenique.

1 e 1/3 copo de leite morno com dois ovos (320ml)
1 e 1/2 colheres de sopa de azeite
1 e 1/2 colheres de chá de sal
2 colheres de sopa de açucar
1 copo de batata doce cozida e amassada (240ml)
3 copos de farinha de trigo especial  (720ml)
2 e 1/2 colheres de chá de fermento biológico seco

Quando faço pão com batata doce, beterraba, cenoura... sempre é preciso ir colocando um pouco mais de farinha; então, na hora de amassar é preciso cuidar do ponto da massa. De resto, é só curtir, porque eles crescem bem e ficam deliciosamente fofos :-)

20 de dezembro de 2010

Bolo de fubá fofinho



Bolo de Fubá. De Fabiana Jardim
3 ovos
210 ml de óleo
2 xícaras de açúcar
1 xícara de fubá
1 xícara de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
Erva-doce a gosto
1 xícara de leite quase fervendo
Coloque no copo do liquidificador os ovos, o óleo e o açúcar. Ligue o aparelho e bata bem até a mistura ficar bem lisa. Passe para uma tigela e junte o fubá, a farinha de trigo, o fermento, a erva doce e, por fim, o leite quase fervendo. Misture até a massa ficar homogênea e leve ao forno médio alto por 40 minutos.
Rende: uns 30 pedaços
Notas da Fabiana
Eu não fiz isso no bolo que levei ao piquenique, mas há também a possibilidade de jogar uma calda de coco por cima: misture 1 medida de leite de coco (em geral, 200ml) com 2 vezes a mesma medida de açúcar. Leve ao fogo até ferver e jogue por cima do bolo ainda quente.
Outra opção é jogar alguns pedaços (uns cinco, grandes) de goiabada cascão no bolo. Fica uma delícia!
Use medidas padronizadas: 1 xícara de 240 ml

10 de dezembro de 2010

Pãezinhos para piquenique


Esta mesma postagem está lá no Come-se.
A receita veio de uma velha apostila do curso de confeiteiro do Senac e o resultado, pães macios, foram para o piquenique. Achei que a textura fofinha e o adocicado da massa combinariam com a peperonata que fiz (e depois dou a receita) ou com fatias de pernil assado e compota de frutas - ameixa e damasco. Levei tudo separado para montar sanduíches na hora, pois sabia que crianças iriam querê-los simples, ainda quentes, com manteiga ou queijo cremoso. Se feitos em formato cilíndrico, viram pães para cachorro quente, que é o que a receita da apostila anuncia, aliás. Acho que poderiam ter ficado mais fofinhos se juntasse à massa um ovo. Não usei o melhorador que a fórmula pedia e substituí a gordura vegetal hidrogenada por manteiga. Lá vai a receita, então.

Para comer com pernil, compota de frutas, peperonata...
Pãezinhos para piquenique
1 quilo de farinha de trigo
1 colher (sopa) de sal
1/2 xícara de açúcar (90 g)
3 colheres (sopa) de leite em pó
1,5 colher (sopa) de fermento biológico seco dissolvido em 3 colheres (sopa) de água
Meia xícara de manteiga sem sal (100 g)
600 ml de água
Numa bacia, coloque a farinha de trigo misturada com o sal, o açúcar, o leite em pó. Faça uma cova, coloque aí o fermento diluído e vá juntando a água aos poucos e mexendo até a massa ficar ligada. Junte, então, a manteiga em pedacinhos e comece a sovar com as mãos. Adicione o restante da água aos poucos até formar uma massa homogênea, brilhante, que se solta das mãos. Cubra com plástico, deixe crescer até dobrar de volume e então faça os pãezinhos com 35 ou 40 g cada um (é mais fácil fazer um rolo com a massa, cortar pedaços e moldar bolinhas). Coloque os pãezinho em forma untada e enfarinhada, com espaço entre eles. Deixe crescer novamente e leve ao forno médio para assar por cerca de 30 minutos ou até que fiquem dourados. Não precisa, mas se quiser - e eu quis, pincele ovo batido na superfície dos pãezinhos antes de levar ao forno.
Rende: cerca de 50 unidades
Nota para as variações: não testei, mas da próxima vez vou incluir o ovo (e descontar seu volume reduzindo a água). E também vou começar com toda a água e só então vou juntar a farinha aos poucos. Sei que não é o método mais recomendado pelos padeiros de plantão - para nunca alterar a proporção de farinha em relação aos outros ingredientes, mas eu me sinto mais segura fazendo assim e sempre dá certo. A manteiga vou deixar totalmente para o final, quanto a massa já estiver boa. Vou juntá-la aos pedacinhos e incorporando à massa - assim a gordura fica entremeada à malha de gluten já formada. Vou substituir também o leite em pó pelo correspondente em leite líquido que será descontado da água da receita. E vou deixar os pãezinhos depois de moldados crescerem mais - poderiam ter ficado ainda mais fofinhos se eu não estivesse atrasada para o piquenique. Se você testar alguma mudança antes de mim, me conte.

8 de dezembro de 2010

Tomates recheados da Veronika


A Veronika confessou que chegou a pensar em mim quando improvisou a receita de tomates. O que a Neide faria com estes tomates? Ah, já sei. E então fez tudo diferente. E, nossa, como estava bom este tomate recheado. Realmente eu jamais teria pensado assim. Teria pensado assado, mas não com recheio de arroz. Talvez cebolas douradas, pão esmigalhado, azeitonas, sei lá. Menos com arroz. Cada um tem um jeito muito próprio de improvisar. O da Veronika eu já estou começando a entender. Bem, a receita ela já deu no post anterior.

30 de novembro de 2010

Batatinhas em conserva do Edu


Subvertendo o ditado, "quem tem Google vai a Roma". Ou ao piquenique. Basta ler a receita das batatinhas do Edu, que estavam fantásticas, para confirmar.
Batatinha em conserva. Por Eduardo Izumino
Não era eu quem ia fazer a batata bolinha. Mas acabou que na correria nos atrasamos e eu me encarreguei. Fiz como todo mundo que tem um problema: fui ao Google e procurei algumas receitas. O processo produtivo básico é o de cozinhar as batatinhas, e elas são 'conservadas' num molho à base de azeite e cebola, além de temperos que, bom, dão o tempero. Diante da escassez de alguns deles, claro, fiz algumas adaptações e pequenas ousadias que deram lá o seu saborzinho. Essa aqui portanto não é uma receita que deve ser seguida de modo rígido, talvez nem ser seguida mesmo, até porque estou reproduzindo de cabeça e talvez eu esqueça uma ou outra coisa. Mas vamos lá.
Tudo dependia da compras do dia anterior: nem sempre se encontra batata bolinha, e nem sempre elas estão com qualidade suficiente. Devem ser bem pequenas, do tamanho de azeitonas graúdas. As que eu achei eram um tanto maiores, mas estavam frescas, lisas, e eram quase todas do mesmo tamanho, o que facilita cozinhá-las de modo uniforme.
Lavei-as, esfregando com uma esponjinha, e coloquei-as para cozinhar: dois quilos de batatinhas numa panela para três litros de volume – não que se usem três litros de água, mas o suficiente para cobri-las. Eu sei que alguns detalhes parecem óbvios para quem tem alguma prática, mas peço alguma clemência comigo. Se puder, use água filtrada, em filtro que retire o gosto de cloro. A água da Sabesp ela jura que é potável, mas o sabor que deixa nos pratos não é agradável. Temperei a água com duas colheres de chá de sal, e aqui começamos a improvisar, com o finzinho do vinagre de maçã que havia em casa, e que provavelmente deu apenas metade dos 200 ml de uma das receitas que eu vi – a única, acho, que mandava cozinhar as batatinhas com vinagre. Nessas horas, e sem poder sair para comprar mais, a gente torce para que seja suficiente. Mas eu não queria, a gente não queria, que as batatinhas ficassem muito azedinhas, pois a ideia era que as crianças gostassem, e até onde eu sei a maioria delas não aprecia comida muito azeda. Pelo mesmo motivo não coloquei pimenta. Poderia ser, por exemplo, uma pimenta calabresa.
Enquanto a batata cozinha, vamos aos temperos. Olho no relógio: as batatinhas devem cozinhar por mais ou menos 20 minutos, e devem estar 'al dente', isto é, cozidas mas ainda firmes, a casca inteira e brilhante. Experimente algumas até achar o ponto, aproveitando para acertar o sal. Normalmente, as receitas pedem uma cebola grande ou duas médias. Eu usei um pouco mais. Não daria muito tempo para as batatinhas curtirem no tempero, então podemos ser mais perdulários com alguns temperos para compensar um pouco. Cortei as cebolas em tirinhas, as mais fininhas que consegui (dividi as cebolas descascadas no sentido do comprimento, fatiei no sentido da largura e separei as tirinhas). Piquei um maço de salsinha, com os talinhos, também nos pedaços mais minúsculos que consegui. Inventei um pouco aqui: uma ponta de colher de chá de orégano, cerca de 5 ou 6 grãos de erva doce – isso mesmo, grãos, uma colher de chá de sal, e aí deveria entrar mais vinagre – que tinha acabado. Vasculhando, achei vinagre de arroz, aquele de temperar o arroz para sushi. Acontece que esse vinagre é seriamente mais forte, mas tem sabor diferente também. Pinguei um pouco, acho que menos que uma colher de sopa. Misturei os temperos, com cuidado. Vi receitas sugerindo tiras de pimentão, azeitonas, dentes de alho inteiros ou amassados, acho que aí cada um faz de acordo com seu gosto.
Arrumei os temperos já num tuperuár com tampa, pronto para o transporte, mas o correto é usar um vidrão com tampa, com capacidade de 3 litros, já esterilizado (fervido por pelo menos 30 minutos), garantia que as batatas vão durar bastante. Joguei as batatinhas bem quentes no tempero, escorridas aos punhados com uma escumadeira, mexendo suavemente, e intercalando com azeite. Usei pelo menos 300 a 400 ml de azeite e um tanto de óleo de girassol. É, acabou o azeite também... Usei parte da água do cozimento, azedinha, para completar até o molho quase cobrir todas as batatinhas.Em pelo menos uma das receitas que vi, se recomendava refogar as batatinhas nos temperos. Noutra, a bater todos os temperos no liquidificador. Eu não fiz nem uma coisa nem outra. Apenas não me pareceu que ia ficar muito bom. Além do mais, as batatinhas e um pouco do caldo do cozimento que eu usei estavam beeem quentes, e continuariam a cozinhar ainda por alguns minutos, assim como as cebolas, que apenas com o calor das batatinhas amolecem e cozinham o suficiente para perder o seu acre, e ficar até meio adocicada. Acabei acrescentando mais quase uma colher de sal, mas eu tentei não salgar demais: os sabores tendem a apurar. Deixa-se tudo descansar até esfriar, semi-coberto, e depois que esfriar pode-se deixar à temperatura ambiente, marinando, curtindo, cerca de dois dias. No fim, com ajuda da erva-doce, não foi necessário corrigir a acidez, ficou um azedinho bem suave. Mas não deu tempo de curtir nem 24 horas até o piquenique. As batatinhas ficaram até bem boas, mas eram sobretudo promessa do que seriam se estivessem bem curtidas.
Da próxima vez, vou usar mais vinagre para cozinhar as batatinhas, mais azeite no molho, e se não houver crianças nem intolerantes, pimentas biquinho e azeitonas. Curtidas pelo menos uma semana, acho que daria um toque picante e colorido e as azeitonas deixariam o sal no ponto - nesse caso, se deveria usar menos sal no molho.



Edu

10 de novembro de 2010

Pão com centeio e frutas secas

Já havia publicado a receita lá no Come-se. Mas, para quem só vem ao Piperca, fica o registro por aqui também. Receita segura para se levar ao piquenique. Usei a mesma fórmula de sempre, que não tem erro, só variando uma coisa ou outra. Para acompanhar o pão que chegará ao piquenique ainda quente, uma lata de uma boa manteiga.
Pão com centeio e frutas secas
1 colher (sopa) de fermento biológico seco - ou 1 envelopinho
3 xícaras de água morna (720 ml)
3 colheres (sopa) de açúcar
1 colher (sopa) de sal
1 xícara de farinha de centeio
1/2 xícara de óleo
1 ovo
1 quilo de farinha de trigo
100 g de nozes
100 g de amêndoas cruas
100 g de castanha-do-pará
100 g de uvas passas pretas sem sementes
Numa bacia dissolva o fermento com um pouco da água e o açúcar. Junte o restante da água e o sal. Acrescente a farinha de centeio e mexa bem. Em seguida, coloque o óleo e o ovo e mexa. Junte a farinha de trigo, aos poucos, sovando bem. Passe a massa para uma superfície de trabalho enfarinhada e sove até ficar bem lisa (talvez falte ou sobre um pouco de farinha - é só corrigir). Triture as nozes, amêndoas e castanhas no processador ou na faca até que fiquem do tamanho de metades de ervilhas. Separe meia xícara desta mistura e junte o restante à massa. Junte também as uvas passas pretas. Espiche e enrole a massa várias vezes, com delicadeza, para que as nozes fiquem bem distribuídas. Cubra a massa com plástico e deixe em lugar abafado para crescer. Quando estiver com o dobro do volume, divida a massa em quatro, molde os pães e role cada um deles sobre um pouco das nozes reservadas, espalhadas na superfície de trabalho. Antes, umideça a massa do pão para que a cobertura fique bem aderida. Coloque os pães em assadeira untada e enfarinhada. Cubra com pano e deixe crescer novamente. Leve ao forno bem quente, pré-aquecido, e deixe assar por 10 minutos. Diminua a temperatura do forno para 180 graus e deixe assar por mais 50 minutos ou até que o pão esteja bem dourado.
Rende: 4 pães

Antes de levar ao forno, faça cortes com uma lâmina fina (uso gilete ou estilete)

Nota: este é o jeito que você deve fazer o pão caso não tenha uma máquina de pão - ela é a certeza de que o pão ficará pronto em 3 horas - isto se estiver fazendo calor. Uma hora e meia para amassar e crescer. Mais meia para moldar os pães e deixar crescer mais um pouco. E uma hora para assar. Eu deixo a tampa da máquina aberta e vou juntando os ingredientes na mesma ordem que dei na receita. Mas, de qualquer forma, na bacia ou na máquina, vai dar certo. Como já disse aqui uma vez, amasso na minha máquina esta quantidade de massa por minha conta e risco e vou ajudando com uma espátula na hora de misturar (a capacidade dela é bem menor). Durante mais de 10 anos usei a minha máquina Oster, importada na época, desta forma, pelo menos uma vez por semana. Só há mais ou menos um mês uma peça dela quebrou de vez e não creio que tenha sido pelo trabalho forçado. Não achei Oster por aí e nem sei se ainda existe. E, apesar de haver outras mais caras e aparentemente melhores no mercado, acabei comprando a Cadence que tem a mesma cara da Oster e, pelo design, julguei ter a mesma competência. Acho que acertei, pois a danada trabalha duro como a outra, sem um pio de reclamação.
Mas não recomendo bater nela esta quantidade de massa para depois não vir me dizer que sou responsável pelo estrago de sua máquina. Agora, se quiser tentar - por sua conta e risco, reforço-, recomendo. É claro que a máquina não vai dar conta de assar toda esta massa e você terá que usar apenas o modo "amassar", mas neste tempo todo acho que só assei pão em máquina umas duas vezes e não gostei. O gostoso é botar a mão na massa pelo menos na hora de moldar os pães. Ah, e tem que deixar a tampa da máquina aberta por razões obvias - mais massa que sua capacidade.
Cadence e Oster. Cara de uma ....

5 de novembro de 2010

Bolo de cenoura



Antes que apareçam por aqui as receitas de novembro, uma receita ainda do piquenique de setembro, da Adriana, que já quase ia ficando esquecida não fosse a boquinha manchada de chocolate de sua filha Ana que não me deixou esquecer.
Bolo de cenoura. De Adriana Azevedo
4 ovos
1/4 de xícara de óleo
Cerca de 1/3 de um tabletinho de margarina culinária ou 30 g de manteiga
2 xícaras de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento
2 xícaras de açúcar
Cerca de 400 g de cenouras picadas

No liquidificador bata primeiro os ovos, o óleo e a margarina. Adicione a cenoura e deixe bater até ficar bem triturado. À parte, numa tigela, misture a farinha, o fermento e o açúcar. Despeje o creme do liquidificador e misture bem com uma colher. Coloque em forma untada, leve para assar, cubra com calda de chocolate e leve para o piquenique na forma mesmo.
Rende: uns 30 pedaços
Nota da Adriana: "no bolo que fiz para a Ana levar à escola adicionei também 1 xícara de farelo de aveia e ficou legal - não sobrou uma migalha..."

4 de novembro de 2010

Panquecas com salada


A Clara só queria saber de comer as panquecas que ela mesma havia montado. Não desprezando as finalizadas pelos pais, Paulo e Kelly, com o maior orgulho ela reconhecia as suas pelo cabo da ervinha. E eram estas que ela escolhia para comer com a maior boca boa. Jeito fácil de fazer criança comer verdura.
Panqueca com salada. Por Paulo Weidebach e Kelly Cruz (e Clara!)
Panqueca
4 ovos
1/2 litro de leite
2 xícaras de farinha de trigo
1 colher (sobremesa) de óleo
Sal a gosto
Salada
O que a sua imaginação mandar: folhas de rúcula baby, pepino e cenoura ralados, erva doce, manga, queijo branco e brotos de alfafa, por exemplo.
Molhos
1. Azeite, mel, mostarda, limão e sal
2. Azeite, limão, sal e hibisco seco
Modo de fazer: bata todos os ingredientes da massa no liquidificador e faça as panquecas em frigideira antiaderente. Recheie, dobre em cone e apoie em copinhos de cachaça. Faça vinagretes com os ingredientes indicados e sirva à parte.

Sanduíche de lombo, guacamole e salada de cenoura

Chegue na hora em que chegar, Fabiana vem sempre com os braços carregados. Desta vez tinha os sanduichinhos, o guacamole e a salada de cenoura com ricota. Tudo assim, simples, sem receita. Ficam aqui as ideias. A salada de cenoura dentro de um pão francês fresquinho teria feito grande sucesso, mas é no outro dia, quando a comida já não é tão farta e só restou a toalha vazia, que vamos lembrando com saudade das comidas boas do piquenique.
Sanduíches. Por Fabiana Jardim: "simples, só coloquei uma colher de chá de maionese, para umedecer, fatias de lombo e fatias de queijo". O outro, de ricota com azeitona: "amassei a ricota, misturei com maionese e azeitona, também para deixar úmido".
A receita do Guacamole, da Fabiana Jardim, está aqui.
Salada de cenoura ralada com ricota e passas. Ingredientes a gosto

28 de outubro de 2010

Brusquetas de abobrinha



É só calcular bem o tempo, para que cheguem ao gramado quentinhas. Esta é a graça. E a Priscila chegou no fim do piquenique quando a toalha já estava sendo desmontada e a comida já estava mexida demais. Aí ela vem cheia de graça com a forma de brusquetas quentíssima. Até abrimos mais um vinho, e devoramos. Veja aí como ela fez:
Brusqueta de abobrinha. De Priscila Moreno

Cortei a abobrinha em fatias e levei pra assar com azeite e sal. Enquanto isso, misturei uns três dentes de alho com um macinho de manjericão picado, coloquei bastante azeite, sal, e queijo Canastra ralado. Também coloquei um pouco de amendoim socado no pilão, nem sei se deu pra perceber. Foi um punhado, mais ou menos. Cortei pães em fatias, coloquei a mistura de manjericão, alho e queijo, e por cima as abobrinhas torradinhas. Levei ao forno de novo, por uns 10 minutos, botei na sacola e saí correndo pro piquenique!

21 de setembro de 2010

Cookies de banana e aveia


Com estes cookies de banana da Fabiana, nenhuma criança vai ficar querendo biscoitos recheados, engordurados e açucarados de pacote pra levar pra escola. Nem adultos, para comer no lanche. No piquenique, então, a gente quer é mais cookies como estes. Ela já deu a receita em seu blog Noturnos Imperfeitos, mas repetimos aqui, com foto:
Cookies de banana e aveia. Por Fabiana Jardim
1 xícara (chá) de manteiga
2 colheres (sopa) de água
1 e 1/2 xícara (chá) de açúcar mascavo
1 xícara (chá) de açúcar cristal

1 banana amassada
2 xícaras (chá) de farinha de trigo (branca, integral ou meio a meio)
1 colher (chá) de fermento em pó

2 xícaras (chá) de aveia em flocos finos
Numa tigela, junte a manteiga, a água, os açúcares e a banana amassada. Em outra tigela, coloque a farinha, o fermento, a aveia e misture bem. Feito isso, misture todos os ingredientes formando uma massa homogênea. Unte uma assadeira grande e pré-aqueça seu forno. Enquanto isso, vá fazendo bolinhas, achate-as e depois as coloque na assadeira. Leve para assar em fogo baixo por 15 minutos e, assim que as bordas dos cookies ficarem douradas, é hora de tirá-las. Você pode também acrescentar na massa gotas de chocolate (granulados costumam ressecar), passas ou nozes.

23 de agosto de 2010

Geleia de laranja seleta

Tive a sorte de levar a geleia pra casa e comer no outro dia com o pão de nozes que sobrou do piquenique. Mas, não vou me estender, não. Fala aqui o próprio Daniel Brazil, que usou laranjas do seu quintal. Um luxo:
Um dos segredos de uma boa geleia de laranja é escolher uma variedade de casca grossa, com bastante acidez. Laranja-lima, aquela docinha, não funciona. Seleta ou bahia (laranja-de-umbigo) são as mais recomendadas. No interior do Brasil é comum deixar as laranjas de molho, por alguns dias. Ou seja: Pegue as laranjas e deixe dentro de um balde com água, trocando a cada 12 horas. Se puser uma colher de bicarbonato de sódio, acelera o processo. Dois dias foram suficientes para esta receita, sem bicarbonato. Mas ficou amarguinha do jeito que eu gosto.
A partir daí, há várias maneiras de fazer. A que levei ao piquenique foi assim
:

Foto: Daniel Brazil. Roubei do blog dele, deste post
Geleia de Laranja seleta. Por Daniel Brazil
20 laranjas, descascadas e sem caroços.
1 xícara de cascas limpas
4 xícaras de açúcar
Suco de um limão siciliano
Alguns cravos (não exagere!)
Após descascar as laranjas, descarte as partes escuras e manchadas das cascas. Corte as cascas em fatias fininhas (uma xícara) e jogue na água fervente. Deixe por cinco minutos. Coe e repita o processo por três vezes, trocando a água. Limpe bem as laranjas, tirando o talo central e o excesso de entrecasca (aquela parte branca). Corte em pedaços e jogue na panela, com um pouco de água. Espere ferver e coloque o açúcar, mexendo com uma colher de pau. Coloque os cravos e o suco de limão e continue mexendo de vez em quando, até sentir o ponto de geléia (demora uns 40 minutos, pelo menos). Pegue uma colherada e deixe esfriar num pires, para ter certeza do ponto desejado (ao esfriar, deve formar ondas quando empura com o dedo).
Misture as cascas cozidas, mexa bem, deixe ferver e coloque em potes de vidro esterilizados. Com a prática, você vai chegar ao seu ponto, mais ou menos amarguinho. Sem conservantes, dura uns três meses na geladeira
.

19 de agosto de 2010

Bombocados


O Daniel Brazil ligou para a casa do Paulo Weidebach logo cedo, antes de sair para o piquenique. Quem atendeu foi a Clara, filha do Paulo e da Kelly. "Olha, não dá falar com você agora, porque estou fazendo bombocados para o piquenique e alguma coisa não está dando certo. Não dá pra falar agora, tá? tchau!". O Daniel chegou e contou a história. Ficamos todos curiosos para saber se teríamos ou não bombocados. Mas logo eles chegaram, quentinhos (os bombocados, porque a família estava geladinha). A massa pareceu que ia desandar, segundo Kelly, mas foi alarme falso porque o resultado é isto que podem ver. Já nós, felizmente, tivemos a sorte de, além de ver, também cheirar e devorar. Porém, deixamos aqui a receita.
Bombocados. Da família Weidebach
1/2 kg de açúcar
1 xícara de água
2 colheres (sopa) de manteiga
3 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
6 ovos ligeiramente batidos
3 colheres (sopa) de farinha de trigo peneirada
manteiga para untar
Misture o açúcar com a água e leve ao forno até ferver e formar uma calda grossa com a consistência de mel. Deixe amornar. Junte a manteiga, o queijo, os ovos e a farinha de trigo. Mexa com uma colher de pau. Distribua a massa em forminhas untadas com manteiga. Leve ao forno quente (220ºC), preaquecido, e deixe assar até dourar. Retire doforno e desenforme ainda quente, passando antes uma faca sem ponta em volta dos bombocados.
Rende: de 15 a 20 bombocados

18 de agosto de 2010

Manteiga de limão para passar no pão


Foi difícil fazer por causa do frio, mesmo deixando a manteiga em temperatura ambiente. Mas cismei que iria combinar com o pão de nozes e passas. Com temperatura por volta dos 12 graus no domingo de manhã, a manteiga não chegava ao ponto de pomada nunca. E só quando ela está bem molinha (não derretida), é que é possível formar uma emulsão estável com o suco de limão. Entao cortei-a em pedacinhos, coloquei numa tigela e apoiei sobre uma panela com água morna. Fui mexendo devagar para amolecer sem derreter (se derrete, a manteiga fica granulosa quando volta a endurecer) e aí, sim, consegui misturar as duas coisas. Mesmo com a adição de líquido, a manteiga chegou ao piquenique super firme por causa do frio que solidifica a gordura. De qualquer forma, comemos aos pedacinhos sobre o pão ainda morno. Aqui vai o jeito de fazer:
Manteiga de limão
200 g de manteiga sem sal
2 colheres (sopa) de suco de limão siciliano
1 colher (sopa) de suco de limão rosa
A casca dos dois limões ralada
Flor de sal ou sal refinado a gosto

Coloque a manteiga bem macia numa tigela e mexa bem. Junte, aos poucos o suco dos limões, até incorpor tudo. Tem que ir colocando devagar, para não talhar. Junte, então, a casca dos limões e o sal (se quiser, use a manteiga salgada e elimine o sal da receita).
Rende: pouco mais de uma xícara
Nota: se sobrar, use para preparar peixes ou legumes cozidos

7 de julho de 2010

Frango com farofa na marmita

Este conjunto de marmitas veio da casa da minha sogra e sempre o deixei em lugar de destaque na cozinha, areando de vez em quando. Não tinha tampa nem utilidade além do efeito nostalgia.
Mas neste último domingo descobri uma tampa de panela que bem se ajustou, segura com elástico, e descobri também uma serventia - levar comidas para o piquenique. Um bolo de fubá que levei foi assado na própria marmita - logo dou a receita aqui.
Por enquanto, deixo a receita do frango com farofa que ocupou duas das marmitas. Para mim, frango com farofa é comida de infância, que levávamos de lanche para comer no ônibus na longa viagem ao Paraná. Mal o ônibus punha os pneus na estrada, a criançada já tinha fome de abrir o farnel. E o cheirão da comida de farofeiros atiçava as invejas...
Quem quiser hoje ter um conjunto destas marmitas deve procurar lojas populares de artigos para cozinha, como as da Lapa, Santo Amaro e rua Paula Souza (é claro que você não vai encontrar na Rauls, Spicy ou Camicado)

Frango com farofa
1 kg de coxinhas de asa (de frango) ou pedaços variados
2 colheres (chá) de sal ou a gosto
Pimenta-do-reino triturada na hora a gosto
3 dentes de allho socados
1 pimenta dedo-de-moça sem sementes
2 colheres (chá) de colorau
1 colher (sopa) de suco de limão
3 colheres (sopa) de azeite
3 xícaras de água quente
2 xícaras de milho fresco cozido em água levemente salgada
2 cebolas picadas
1/3 de xícara de azeitonas picadas
3 ovos cozidos e picados
3 xícaras de farinha de milho
1/2 xícara de cheiro-verde picado
Um dia antes do piquenique tempere as coxinhas com uma pasta feita de sal, alho, pimenta dedo-de-moça, o colorau e suco de limão. Deixe na geladeira até o outro dia. Numa panela de ferro grande, aqueça o azeite e coloque os pedaços de frango com o tempero. Vá cozinhando devagar, virando as coxinhas, até começar a secar a água e dourar a carne. Vá adicionando mais água aos poucos à medida que vai secando, até a carne ficar bem macia. Junte mais água de modo a restar no fundo da panela um molho grosso. Junte o milho, a cebola e as azeitonas e deixe a cebola amolecer. Em seguida, junte os ovos, a farinha de milho e o cheiro verde. Revolva tudo com cuidado a fim de umedecer a farinha, sem quebrar muitos os ovos. Prove o sal e cozinhe, se necessário. Coloque nas marmitas e leve quentinha para piqueniques perto de casa em dias frios.
Alimenta uns 10 farofeiros
Nota: fica melhor ainda se feito com frango caipira e com todas as peças incluindo os miúdos, que podem ser retirados no final e picados para voltar à panela com a farinha.

21 de junho de 2010

Tortinhas de maçã


A Veronika chegou ao último piquenique com uma caixa de Sedex amarela e nada atrativa, que, pelo aroma, anunciava delícia frutada, doce de forno. Dentro, ainda muito quentes e aconchegadas sobre toalha xadrez e fofa, minis tortas de maçãs ainda nas forminhas, que atacamos feito formigas. À receita:
Tortinhas de maçã. De Veronika Paulics
Massa
200 g de farinha de trigo (metade integral, metade refinada)
100 g de manteiga sem sal
1 colher (sopa) de açúcar cristal
1 pitada de sal
2 ovos
Recheio
4 maçãs Fuji grandes passadas no ralo grosso
Suco de um limão siciliano
Casca de limão siciliano ralada fina, a gosto
1 colher (sopa) de açúcar cristal
1/2 xícara de uva passa preta
Farinha de rosca (para polvilhar)
Faça a massa: numa tigela, misture com um garfo a farinha de trigo, a manteiga, o açúcar e o sal. Quando formar uma farofa, junte os ovos. Misture até formar uma massa homogênea. Coloque num recipiente com tampa e leve à geladeira. Deixe até a massa ficar firme. Faça o recheio: numa tigela, misture a maçã ralada, o suco e a casca de limão, o açúcar e a uva passa. Cubra e deixe descansar até a massa ficar gelada e firme. Monte as tortas: divida a massa em 24 porções e forre com elas forminhas de fundo removível. Espalhe por cima um pouco de farinha de rosca e em seguida distribua o recheio (se sobrar algum líquido do recheio, separe e beba, mas não coloque sobre as tortinhas). Leve as forminhas ao forno quente e deixe assar por cerca de 40 minutos ou até que comecem a dourar.
Rende: 24 tortinhas

18 de junho de 2010

Pão de amendoim com gergelim

Na minha cesta de piquenique sempre haverá pães, pois é preparo de rotina nos finais de semana ou sempre que o paneiro fica vazio. Só vou variando aqui e ali, mas mantenho a proporção de água, fermento, açúcar, sal, ovo e gordura. Quem varia é a matéria sólida, como farinhas, tubérculos, grãos; o tipo de gordura que pode ser banha, manteiga, óleo, azeite (costumo usar meia xícara, mas reduzo quando incluo grãos gordurosos como o amendoim ou nozes ou castanha do pará); e o tipo de açúcar - mascavo, mel, melado, geleia que, no pão salgado, funciona como equilíbrio de sabor e ajuda na coloração mais dourada da casca.

Costumo fazer este pão com amendoim cru (só amendoim, com farinha de mandioca, com farinha de milho) e aquele e fica muito bom, mas aqui resolvi usar o amendoim torrado, sobra de outra coisa, e o gergelim que havia acabado de comprar no bairro da Liberdade. E costumo também bater tudo na máquina de pão. Só bater. Depois de crescido, moldo e faço os pães normalmente. Mas dou aqui o jeito simples de fazer, sem tecnologias, que foi como sempre fiz pão antes de ter a ajuda tecnológica. Dá sempre certo e mesmo quem nunca fez não vai errar.

Pão de amendoim com gergelim
1 envelope de fermento biológico seco ou 1 colher (sopa)
3 colheres (sopa) de açúcar
3 xícaras de água (720 ml)
Mais ou menos 800 g de farinha de trigo (ou até dar o ponto)
1 colher (sopa) de sal
2 xícaras de farinha de trigo integral
1 xícara de amendoim torrado e triturado no liquidificador sem deixar virar farinha
1/3 de xícara de óleo
1 ovo
4 colheres (sopa) de gergelim torrado
Para envolver o pão, opcional: amendoim triturado ou gergelim
Numa bacia, coloque o fermento, o açúcar e a água. Mexa bem e junte um pouco de farinha, suficiente para formar um mingau grosso. Espere uns 15 minutos ou até que forme bolhas. Junte, então, o sal, a farinha integral e o amendoim triturado. Acrescente o óleo, o ovo e o gergelim e misture bem. Aos poucos, vá colocando a farinha de trigo restante e mexendo até que possa passar a massa para uma bancada enfarinhada e sovar com as mãos. Vá adicionando farinha de trigo aos poucos, até conseguir uma massa uniforme, elástica, que se solte das mãos. Cubra a massa com plástico e deixe levedar, até dobrar de volume. Divida a massa em quatro, modele o pães, umedeça-os com água e polvilhe com o amendoim ou gergelim (se quiser). Costumo passar os pães embaixo da torneira rapidamente e rolar sobre o gergelim espalhado na pia. Isto faz com que grude bem. Coloque os pães em assadeira untada com manteiga e polvilhada com farinha, cubra com o pano e espere crescer novamente. Antes de assar, faça cortes no pão e leve ao forno pré-aquecido, bem quente. Deixe assar por 10 minutos. Abaixe o fogo e deixe assar por mais 50 minutos ou até dourar.
Rende: 4 pães
Nota: as medidas usadas são as padronizadas para cozinha, sempre rasadas: 1 xícara de 240 ml; 1 colher (sopa) de 15 ml