(na hora do parabéns, durante os poucos segundos em que o chapéu ficou sobre a cabeça)
A bem da verdade, foi a Eliane, aquela amiga querida da receita do bolo de abóbora, quem inaugurou a tradição: o aniversário dos seus meninos lindos em geral era comemorado num belo piquenique, numa das mesas do parque da Água Branca. O mais velho, Cauê, já fazia uns seis anos quando ela teve que se render ao sonho que ele tinha de ter uma "festa de salão". Era sempre uma delícia - comidinhas gostosas e saudáveis, a meninada correndo e aproveitando os brinquedos do parque, as galinhas d'angola amontoadas pelos cantinhos dos prédios... acho que o mais gostoso de tudo era que a alegria das crianças, num espaço amplo daquele, era pura festa.
Assim, agora que a Eliane foi com a família toda morar em João Pessoa (que saudade!), a Paula e o Sérgio resolveram continuar a tradição e comemorar o primeiro do ano da fofura que é o Francisco num piquenique, no Parque Villa-Lobos. Aliás, pelo que me contaram, fazer piqueniques tem sido um ótimo programa, dividido com outros pais, com filhotes da mesma idade. E deve ser mesmo, pois tem coisa melhor que se esparramar pela grama, treinar os primeiros passos no amplo e macio, ter a companhia de outros amigos?
(Francisco oferece um pãozinho à amiga Clara)
O piquenique foi uma delícia, bem à moda desses do Piperca: tranquilo, animado, sem pressa. E eu fiquei muito feliz de poder reencontrar a Paula, já que a correria dessa cidade faz o tempo passar rapidinho e quando a gente vê, o recém-nascido que a gente foi visitar já tem um ano!
Quando a gente tem filhos, mora em apartamento, numa cidade desse tamanho, acho que uma das coisas mais gostosas de estar nesses espaços é poder estar perto deles de uma outra maneira. Foi o maior barato ver o Francisco ensaiando seus passos de mãos dadas ao pai, levando-o aos lugares que chamam sua atenção, confiando que seria possível correr atrás do cachorro que passava... quando penso em imagens de maternagem/paternagem [alguém poderia arrumar um equivalente em português para parenting, por favor?), em geral penso nas mãozinhas dadas nesses momentos; no corpo que se encosta distraído, mesmo depois de "crescido", quando as pernas e braços transbordam o colo; na generosidade de partilhar uma descoberta. E de um jeito que é cotidiano, num lugar que é familiar, o que confere sentimento e sentido ao espaço ao redor da gente. "Domar" a cidade, esse bicho estranho e selvagem, acostumando-nos com ela, fazendo-a se acostumar com a gente: acho que é esse desafio que os piqueniques ajudam a enfrentar.
(quer alegria maior que essa, de encontrar em quem se confia, as mãozinhas entre a escora e o carinho?)
(será uma lagarta de língua de fogo? será que alguém estava fumando no parque? serão os ETs que chegaram à São Paulo?)
(não! são o Rodrigo e a Raquel fazendo experimentos com a lupa!)
Um ano da família querida aumentada merece mesmo uma comemoração linda como essa. Que venham muitos outros piqueniques! Parabéns, Francisco!















































