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20 de junho de 2011

Salada de pão


Sim, eu sei, há a clássica salada árabe feita com pão pita e alface, mas quis juntar tudo o achava que combinava com o pão que tinha em casa, que era um feito com passas e alecrim, já bem duro. Mas você pode usar qualquer outro pão duro que vai dar certo. Claro, que esteja em bom estado de conservação, sem nenhum pontinho de mofo. De resto, valem ingredientes que você comeria com pão: tomates, azeitonas, cebola, alho, pimenta, queijos,  um pouco de suco de limão, salsinha, orégano, manjericão. Basta temperar tudo como salada e, no final, regar com bastante azeite.  É um prato muito prático para piquenique e você pode até fazer um dia antes.

A receita: é só picar o pão, juntar queijo, tomate, cebolas,
azeitonas e temperos como manjericão, orégano e salsa,
suco de limão e bastante azeite. 

17 de junho de 2011

Pãozinho de queijo

Estes, levei quentinhos ao último piquenique
Assim como aquela receita dos amigos gaúchos, que agora moram em Terrassa, na Espanha, esta também é fruto de tentativas e erros até chegar ao resultado que considerei bastante bom. Lembrava-me mais ou menos de uma receita que fiz muitos anos atrás e que levava água, leite e óleo, além do queijo, ovo e polvilho azedo. Achei algumas receitas parecidas, mas eu sempre discordava de alguma coisa - ou era pouco queijo, ou levava manteiga em vez de óleo, ou pedia polvilho doce no lugar do azedo ou, pela quantidade de líquido, já previa uma casca muito dura. E assim fui testando de cabeça algumas receitas até que, mexo que mexo, depois de inúmeras adaptações e só duas tentativas, cheguei a uma receita que vou adotar pra sempre.  Na primeira misturei polvilho doce e azedo e usei apenas queijo minas padrão. Ficou bom, mas um pouco sem graça. Nas segunda, preferi trabalhar apenas com o polvilho azedo que ajuda a compor o sabor, e substituí parte do minas pelo provolone que fez destacar o fator queijo, deixando-o mais marcante. E o bom que a casca fica macia mesmo no outro dia.


Estes foram feitos com o polvilho doce, que também funciona bem

Mas com polvilho azedo os pãezinhos ficam mais gostosos

Pão de queijo com polvilho azedo e provolone. De Neide Rigo

500 g de polvilho azedo
1 xícara de leite
1 xícara de água
1/2 xícara de óleo
1 colher (chá) de sal ou a gosto
3 ovos ligeiramente batidos
300 g de queijo minas padrão ralado
100 g de queijo provolone ralado

Peneire o polvilho sobre uma tigela e reserve. Numa panela coloque o leite, a água, o óleo e o sal. Leve ao fogo e deixe ferver. Despeje quente sobre o polvilho, misturando bem com uma colher de pau. Mexa até amornar e só então junte os ovos, aos poucos, misturando bem. Se quiser, pode usar batedeira de bolo com pá para massa ou amasse com as mãos que ficarão super melecadas. Junte os queijos e misture rapidamente. Quando a massa estiver homogênea, cubra a tigela e guarde a massa na geladeira para que fique firme e possa ser manuseada mais facilmente.  Se for de um dia para outro melhor. Retire bolinhas de 40 a 50 g e modele os pãezinhos com as mãos umedecidas com água. Coloque-os em assadeira sem untar. Pré-aqueça o forno a 230 ºC (forno alto) por cerca de 10 minutos.  Leve a assadeira ao forno e deixe assar por cerca de meia hora ou até que estejam bem dourados e crescidos.

Rende de 33 a 40 pãezinhos

No piquenique, com cogumelos que a amiga Veronika trouxe de Barcelona

13 de junho de 2011

Piquenique de junho com fogueira


Todo piquenique é assim: mesmo sem combinar nada, alguma atividade interessante surge entre as crianças e acaba envolvendo todo mundo. Desta vez levamos fogueira (a nossa, improvisamos sobre uma chapa côncava da antena deixada pela DirectTV depois de cancelarmos a assinatura, apoiada  num tripé para vasos) e um braseiro e, coincidentemente, Veronika levou queijo de coalho. Logo os cubinhos eram dourados na brasa - primeiro com espetinhos de bambu que queimavam e depois em garfos apoiados numa gambiarra.  Mais à tarde, com a fogueira acessa com galhos secos de podas recentes na praça, outros queijos mais fundentes surgiram para alegria das crianças,  que não demoraram a descobrir que poderiam fazer de grandes galhos secos longos espetos divertidos. Não foi um piquenique cheio, mas estava animado com amigos novos que vieram com suas crianças. Estas se enturmaram rapidamente e correram pra lá e pra cá sob o sol decidido deste junho gelado. Entre as comidas preferidas teve até frango assado de padaria com farofa e batatas que chegaram quentinhos. Direto do forno também chegaram os sanduíches da Fátima e do Claudio e meus pães de queijo - quem não demorou a chegar, comeu! E ainda, bolos, mexericas do sítio, muffins, torta de queijo, salada, sucos, café, vinho. Comemos e bebemos até a lua quase cheia surgir por entre as árvores nos avisando que era hora de apagar a fogueira. Em breve, algumas receitas virão.


11 de junho de 2011

Namorados e amigos no piquenique


Amanhã, domingo, temos piquenique.  No mesmo local, no mesmo horário flexível de sempre, com ou sem namorado. E, se der, faça algum prato, leve alguma fruta, um suco, uma bebida quente. Não se esqueça do kit copo, prato e talher, do nosso desejo de produzir pouco lixo, de evitar industrializados, isopores e descartáveis, de valorizar pratos caseiros e de incentivar nossos pequenos a comer melhor.  E, se possível, pense em me mandar as receitas depois. Até lá!

4 de junho de 2011

amanhã

não teremos piquenique no que está previsto para ser o dia mais frio do ano. quem sabe no dia dos namorados ou no último domingo do mês, para encerrar o semestre e inaugurar as férias?

30 de maio de 2011

Pão de batata-doce


A ideia original era fazer um pão com passas. Mas aí tinha umas batatas-doce já cozidas e eu resolvi fazer usá-las. Fiz cerca de 1kg de pão, amassado na máquina e assado no forno. Além desses dois que aparecem na foto, rendeu também mais um, devorado rapidamente no sábado anterior ao piquenique.

1 e 1/3 copo de leite morno com dois ovos (320ml)
1 e 1/2 colheres de sopa de azeite
1 e 1/2 colheres de chá de sal
2 colheres de sopa de açucar
1 copo de batata doce cozida e amassada (240ml)
3 copos de farinha de trigo especial  (720ml)
2 e 1/2 colheres de chá de fermento biológico seco

Quando faço pão com batata doce, beterraba, cenoura... sempre é preciso ir colocando um pouco mais de farinha; então, na hora de amassar é preciso cuidar do ponto da massa. De resto, é só curtir, porque eles crescem bem e ficam deliciosamente fofos :-)

27 de maio de 2011

Bolo de banana



Essa receita de bolo de banana veio num jornalzinho do sitío A Boa Terra. Só de bater o olho na receita já me deu água na boca, então aproveitei a primeira oportunidade para testar a receita - deu super certo e em dois dias o bolo sumiu!

Então, na hora de decidir o que levar no piquenique, resolvi fazer este bolo. É fácil, rápido e bastante saboroso.

Ingredientes
4 ovos inteiros; 6 bananas cortadas em rodelas; 1/2 xíc. (chá) de óleo de canola (eu usei de girassol); 1/2 xíc. (chá) de leite; 1 xíc. (chá) de aveia; 1 xíc. (chá) de farinha integral; 2 xíc. (chá) não muito cheias de açucar mascavo (usei o demerara); canela para salpicar; 1 colher (sopa) de fermento em pó.

Preparo
Separe 5 bananas cortadas e bata o restante dos ingredientes no liquidificador.  Derrame a massa sobre uma fôrma untada e enfarinhada e coloque as rodelas de banana sobre a massa, salpicando com canela. Asse em forno pré-aquecido, a 180º, por cerca de 50 minutos.

Observações
Se você fizer em uma assadeira maior, o bolo fica mais fininho, parecendo uma torta. Eu tenho preferido fazê-lo em uma fôrma menor, para que o bolo fique mais alto e fofinho! Quanto mais a banana estiver madura, mais fica bem molhadinho e saboroso.

11 de maio de 2011

Bolo de fubá cremoso


Embora o último piquenique tenha acontecido no melhor estilo fast food, não pela qualidade da comida mas pelo tempo literal (chuva, muita chuva), quem provou do bolo da Chus sabe a delícia que estava. E quem só viu fotos ficou na vontade, caso da Veronika, que faltou. Atendendo pedidos dela e de outros, lá vai a receita mandada pela autora:

Bolo de fubá cremoso. Por Maria Carbajal (Chus)

Este bolo eu comi na casa de uma amiga quando fazia muito pouco tempo que eu morava no Brasil; pedi a receita e ela me deu de cabeça mesmo, provavelmente eu esqueci ou não entendi  a metade do que ela falou,  mas eu fui colocando um pouco mais de umas coisas e outras e o bolo deu certo.

2 ovos
2 xícaras de açúcar
2 colheres de manteiga
4 xícaras de leite
½ xícara de queijo ralado
3 colheres de farinha de trigo
1 colher sopa de fermento em pó
1 e ½ xícara de fubá

Em princípio, esses são os ingredientes, mas a quantidade de fubá sempre muda um pouco dependendo do tamanho dos ovos. 
Vamos lá: Claras em neve.  As gemas batidas com o açúcar, a manteiga e 1 xícara de leite para ajudar.  Eu bato na mão mesmo. Depois vai colocando o queijo, o fubá, a farinha de trigo e o fermento.  Misturar tudo muito bem.  Colocar as claras em neve só misturando com carinho.  No fim não esquecer de colocar as últimas 3 xícaras de leite, fica quase líquido.  O leite também pode ser colocado antes das claras em neve.   Mas se achar que está  um líquido muito ralo pode colocar mais um pouquinho de fubá (menos de ½ xícara) e um tiquinho (pouquinho mesmo) de fermento em pó, só pra massa ficar contente, porque é um bolo que cresce discretamente.
Colocar numa forma retangular untada com manteiga e polvilhada e farinha de trigo.  Forno médio, até o bolo ficar com uma cor bonita. Também pode fazer o teste de enfiar o palito, quando sair limpo, o bolo está pronto.

9 de maio de 2011

Pão recheado com serralha


A receita de pão recheado que fiz para levar ao último piquenique já foi publicado lá no Come-se: http://come-se.blogspot.com/2011/05/pao-recheado-com-serralha.html. Em vez de serralha, se não tiver, qualquer outra verdura pode ser usada (folhas de nabo, folhas de rabanete, ora-pro-nobis, espinafre, taioba, folhas de beterraba, mostarda etc).

6 de maio de 2011

Piquenique em Londres


Por aqui nós não temos muito este costume do piquenique, temos sempre tempo bom e tempo ruim numa mesma estação. Não corremos pra ver os dias de céu azul e o sol, os pássaros, as flores e as folhas antes que partam. Não nos preocupamos em estar em áreas livres, pois sabemos que estão sempre por perto, que dia bom sempre há de ter, seja inverno ou verão, e que as praças não saem do lugar e verde sempre estão. E assim vamos passando enquadrados em nossas casas muradas. Mas quando vamos pra Europa ficamos encantados em redescobrir como é bom estar nos parques, se sentar num banco para comer, fazer piqueniques ao menos sinal de sol. Eu senti isto, você deve ter sentido se viajou por lá (ou mesmo aqui em Porto Alegre) e achei divertido ler a respeito do assunto na crônica de hoje do André Laurentino, no Caderno Divirta-se do jornal O Estado de S. Paulo, que está morando em Londres.  Reproduzo aqui um trecho, autorizado pelo autor. O texto completo, você não pode deixar de ler. Está no blog dele, Caderno de Vidro: www.andrelaurentino.blogspot.com


......
Em certos dias me pego pensando se faria em São Paulo tal ou tal coisa que faço aqui. Como um piquenique no parque, por exemplo. Vejamos nossa listinha paulistana: tem parque? Tem. Tem comida? Tem. Tem céu azul e pensamentos banais de “nossa, como o verde dá um respiro, gente”? Tem. Então por que vivi 18 anos aí sem fazer piquenique?

As respostas mais se parecem com desculpas. O metrô daqui é mais prático (mas aí tem táxi — já que estacionar carro no Ibira em fim de semana bonito é pior que descer para praia em fim de semana bonito). Você fica mais despreocupado com as crianças no Hyde Park (claro, claro: se elas se perderem todo mundo em Londres vai entender português, principalmente o chorado). Ah, mas os cookies, as geléias, os mil tipos de iogurte que existem aqui (tem troco: pão de queijo, paçoquinha, requeijão. Tudo bem que a palavra “requeijão” desanima qualquer ideia de piquenique e imagens de farofa vem à mente. Ok, sai o requeijão).

E a resposta certa logo aparece. Quem mudou não foi a cidade. Foi a lista de coisas que você faria. Passear a pé é programa em qualquer lugar do mundo. Assim como andar de patinete, ir a museu ou ficar mais perto dos filhos. Piquenique então, nem se fala. Tudo isso Londres nos deu, além de outras coisas que nem podíamos imaginar. Mas as melhores foram as que já estavam aqui dentro, e a nova cidade só teve o trabalho de desembrulhar.

....


Trecho da crônica "New me", de André Laurentino, publicada no guia Divirta-se, do Estadão, em 06 de maio de 2011. Veja o texto completo no blog do André,  Caderno de Vidro.  


Veja fotos do último piquenique, aqui

5 de maio de 2011

Bolinhos de arroz do Edu


Os bolinhos de arroz chegaram quentinhos e estavam irresistíveis. Logo, sumiram! Sem delongas, deixo a palavra com o próprio autor, o Edu! A Fabiana, além de ter feito o arroz,  ajudou a carregar os bolinhos, pelo que me pareceu. 



Bolinhos de arroz. Por Edu Izumino

Bolinhos vêm da tradição culinária da pensão: segunda-feira bife, terça picadinho, quarta, carne moída, quinta-feira croquete. Os bolinhos de arroz sempre são, portanto, resultado de alguma sobra e de algum improviso. É temerário dar uma receita muito estrita, dado que a principal matéria prima – aquele arroz que sobrou por algum motivo lá no fundo da geladeira
- pode estar em condições bastante diversas: mais ou menos temperado, grudento ou mesmo queimadinho.

Eu aprendi a fazer, mais ou menos, vendo minha mãe, que quase nunca usa receitas para cozinhar. Mesmo assim, faz bolinhos antológicos. E que quase nunca permite que se jogue comida boa fora. Vai ver, pode ser coisa mais enraizada: li em algum lugar que os anciãos japoneses, que tinham vivido a fome e as dificuldades da Segunda Guerra e que comem seu gohan até o último grão, não entendiam os desperdícios dos jovens japoneses influenciados pelos hábitos perdulários da culinária ocidental. Ou então, é apenas porque minha mãe gosta, e faz bolinhos (tempurá) até de folha de cenoura.

Para os bolinhos que levamos ao piquenique usamos pouco menos que um litro de arroz integral (só sei por causa do tamanho do tuperuár), cozido apenas em água e sem sal nenhum, feito pela Fabiana em algum dia da semana passada, e que estava soltinho e macio. Numa tigela então foi o arroz, ainda gelado, aproximadamente uma xícara de leite, um ovo. Usei também acho que um pouco mais que uma xícara de farinha de trigo, e uma colher e meia
de chá de fermento químico. Então, essa foi a base. Os temperos precisam de alguma consideração do cozinheiro: se o arroz está salgado e temperado, deve-se obviamente utilizar menos tempero do que eu usei. Foram duas colheres de chá de sal, uma cebola média picadinha, uns dois ou três dentes de alho picados, um tomate firme, sem sementes, em cubinhos, meia xícara de cheiro-verde também picadésima, 50 gramas (um pacotinho) de queijo parmesão ralado. Até aqui, já é um bolinho de respeito. Daqui para a frente pode-se variar. Eu coloquei cerca de uma colher de chá de coentro em pó e outra de cominho. Já fiz com coentro fresco, em vez de salsinha, e o pessoal aqui também gostou. Não usei pimenta, mas também fica bom, se você gosta. A cebola, o tomate e os demais ingredientes que são picados eu costumo passar pela faca três ou quatro vezes, para ficar bem miudinho. Aí, é só
misturar tudo, e tentar acertar o ponto.

É difícil descrever o ponto, mas eu diria para você imaginar uma massa de panqueca (que leva a mesma quantidade de leite, ovos e farinha que eu sugiro aí em cima), e que fica mais cremosa que sólida, misturada com quatro xícaras de arroz. Outro jeito de descrever é dizer que uma colherada (de sopa) fica ligeiramente mais para o ‘junto’ que para o ‘solto’, ou ainda, que fica algo como o ponto de um risoto ainda quente e úmido no qual se caprichou no molho. Acho que se o arroz que você for usar já for temperado, principalmente se tiver sido feito com óleo, você pode aumentar um pouco a quantidade de farinha na massa, mesmo que fique aparentemente mais grosso.

A fritura: eu usei uma wok pequena (pequena para uma wok, bem entendido), ou seja, uma panela com o fundo arredondado, com 26/24 centímetros de diâmetro, não lembro bem, que eu gosto de usar para não respingar muito no fogão por ter as laterais altas, e que é ótima para fazer as raras frituras que fazemos em casa. Usei óleo de girassol, mais ou menos meio litro,  
mas o certo é usar o suficiente para cobrir confortavelmente os bolinhos.

O óleo deve estar quente, mas não pelando. Na boca mais forte do fogão aqui de casa, em cerca de 2/3 da potência. Para o bolinho cozinhar bem por dentro e dourado por fora ele deve ficar mais ou menos cinco minutos fritando, sendo virado algumas vezes. Eu modelo os bolinhos com duas colheres ou só despejo uma colherada, depende do ponto que ficou a massa. Os bolinhos, cerca de 4 a 6 de cada vez, devem crescer pela ação do fermento, e subir e boiar no óleo quente.

Eu costumo fazer uma primeira leva, verificar o gosto, consistência, o cheirinho, e aí fazer os acertos no sal e outros temperos, na farinha para acertar o ponto, a temperatura do óleo. E sempre tem algo para acertar... o jeito, o resultado do bolinho já frito é mais importante que o ponto da massa mais ou menos grossa, e isso vai variar bastante conforme o arroz que foi
usado. Feitos os acertos, os bolinhos devem ser fritos, escorridos em papel toalha (duas ou três camadas de papel), e servidos quentinhos. Dessa vez rendeu mais de quarenta bolinhos, e demorei mais ou menos quarenta minutos só para fritar tudo. A massa do bolinho, pronta, pode ser guardada até dois dias na geladeira. Os bolinhos, prontos, costumam honrar os antepassados e os produtores da nossa comida. Não sobram de jeito nenhum.

3 de maio de 2011

Cesta de piquenique versátil: cesta e toalha


Como duas leitoras do Come-se se interessaram pela cesta de piquenique que apareceu nas fotos do último piquenique, aproveito para fazer a propaganda. Ela é feita pelas Artesãs da Linha Nove, do Instituto Acaia. De brim de cor neutra, toda bordada manualmente, amarrada é uma cesta com fundo firme. Desamarrada, vira uma simpática toalha de piquenique. 
  


Quer comprar? Entre em contato pelo email:  artesasdalinhanove@acaia.org.br. Ou ligue no telefone: 11 3499-0421.



2 de maio de 2011

Piquenique de maio molhado


Pois é, a chuva anda acompanhando nossa agenda. É a única companhia não desejada, pelo menos nos nossos domingos, que parece não querer mais perder um só piquenique. Este foi o terceiro encontro seguido que ela aparece. O dia começa lindo e promissor, mas quando o piquenique está começando a ficar bem gostoso, começa a acinzentar.  E é ela chegar e a gente sair correndo. Desta vez deixamos a praça antes das duas da tarde, sendo que chegamos por volta das 11. Ou seja, não deu pra nada. E aí é aquela confusão, salve o que puder. É um tal de levar pratos, panos, talheres e copos dos outros. No próximo, o tapete de destrocas será grande.  Sorte que parte dos amigos veio aqui para casa e ainda ficamos um tempo de papos, comes e bebes. Mas ainda assim, foi bom. Só não melhor porque a Veronika, tão assídua quanto a chuva, não foi com a família animada - tinha outros compromissos. 

28 de abril de 2011

Pão com ovos



Já ia me esquecendo de postar o pão que levei no último piquenique. É que publiquei no meu blog e acabei dando o caso por encerrado. Sei que o Piperca é uma coisa e Come-se é outra, mas, para não me repetir, deixo aqui apenas o link e reforço que é uma ótima saída para um lanche completo de piquenique. 


http://come-se.blogspot.com/2011/04/pao-com-ovos-inteiros-na-massa-inteiros.html

Se São Pedro ajudar, tem piquenique no domingo!

20 de abril de 2011

Biscoitos de chocolate





Biscoitos de chocolate. De Veronika Paulics 

misturei atabalhoadamente (o que significa que eu deveria ter pensado numa ordem para misturar tudo isso, mas não consegui. misturei sem ordem):

200 gramas de manteiga sem sal em temperatura ambiente
2 gemas
2 colheres (sopa) de creme de leite
1 xícara de açúcar
1 pitada de sal
2 xícaras de farinha de trigo
meia xícara de chocolate em pó


virou uma massa molenga, coloquei num papel manteiga, fiz virar um cilindro, coloquei na geladeira. cortei em fatias finas só na hora de colocar no forno. forno pré-aquecido no mínimo. deixei assar por uns 20 minutos. tirei. esperei esfriar antes de tirar da assadeira. podem ser feitas mais grossas, mais finas, com ou sem recheio. uma receita é muita bolachinha. mas como ficam gostosas, pode-se fazer muitas receitas e sempre será pouco.

18 de abril de 2011

Batatas rústicas

















Nem parece uma receita própria para piqueniques, mas acomodadas assim, numa panelinha de barro que conserva seu calor, as batatas feitas pela Jane chegaram crocantes e quentinhas e não duraram muito. Diria que esta é uma ótima comida de piqueniques.  Vamos ver como ela fez:

Batatas Rústicas. De Jane Reolo

Ingredientes
Batatas,  o que tiver, descascadas e cortadas em quatro
Azeite
Sal
Tomilho 
Salvia
Alecrim 

Modo de fazer: coloque as batatas numa forma, tempere com bastante azeite além de sal, tomilho, sálvia e alecrim a gosto. Cubra com papel alumínio e leve ao forno médio. Deixe assar por 20 minutos. Retire o papel alúminio e deixe mais 20 minutos aproximadamente ou até dourar.

15 de abril de 2011


Este tipo de antepasto é uma ótima opção para piqueniques, pois vai bem com qualquer tipo de pão e pode complementar um prato de salada de folhas verdes, servindo até como tempero. Este, feito pela Jane, estava especial, com as ervas marcantes.

Abobrinha em conserva. De Jane Reolo

2 abobrinhas cortadas em fatias
Bastante azeite
Sal, tomilho, alecrim, sálvia e orégano a gosto


Tempere a abobrinha com o sal e as ervas, espalhe numa assadeira e regue com azeite. Leve ao forno médio e deixe assar por cerca de 40 minutos ou até que a abobrinha fique macia.  Sirva com pão.

14 de abril de 2011

Torta de bananas


Esta foi uma das comidas que não deu tempo de provar, já que planejava chegar às sobremesas depois de experimentar todos os salgados, e  a chuva chegou antes.  Mas que parecia apetitoso, ah, isto, parecia. Pelo menos agora temos a receita. 

Torta de Banana. De Jane Reolo 

3 xícaras de farinha de trigo
1 1/2 xícara de açúcar (se quiser, pode diminuir para 1, que também dá certo)
2 ovos
100 gramas de manteiga ou margarina culinária
1 colher (sopa) de fermento em pó
7 bananas nanicas bem maduras cortadas em tiras.

Misture os ingredientes, amasse só até ficar uma massa lisa e compacta. Deixe descansar por 10 minutos.
Forre com esta massa uma forma e coloque por cima as fatias de bananas. Polvilhe com canela e leve ao forno médio. Deixe assar por 30 minutos ou até que a massa fique com as bordas douradas. 

12 de abril de 2011

Piquenique de abril


Boa ideia
: Dilma levou saquinhos de lixo feitos de jornal

A previsão era de chuva de dia todo, mas teve sol pela manhã, o que animou piquiniqueiros a sairem de casa com suas cestas. Toalhas cheias de comidas quentinhas, geladas, frescas, crianças correndo pra lá e pra cá.
Mal deu a hora de mudar do café para o vinho e o céu começa a se zangar. Fiz rapidamente um menu degustação e pernas pra quem tem e que lá vem água. Acho que foi o piquenique mais curto da nossa breve história, não tendo durado mais que duas horas. Pelo menos teremos muitas receitas neste mês - isto, se todo mundo me mandar receitas para publicar.
O legal agora é que o grupo está tão grande que já pode se multiplicar para povoar a praça Zé Roberto todos os sábados, todos os domingos, todos os fins de tarde e fazer a qualquer dia festas de aniversário, encontros de família, reunião de turma da faculdade. Por que apenas uma vez por mês? E vamos ocupar todas as outras praças da Lapa. E de todos os bairros. Vamos fazer mais piqueniques, minha gente!
E se conseguirmos manter o modelo que temos adotado até aqui, muito melhor, menos lixo: cada um com seu kit copo-talheres-prato; embrulhos de panos em vez das embalagens industriais dos salgadinhos e isopores; sucos naturais em vez dos industrializados e refrigerantes, muitas frutas, pães, tortas e biscoitinhos caseiros etc. E isto é possível, fácil e prazeroso. É só ver as fotos.

11 de abril de 2011

sem pé nem cabeça

ontem, mil motivos, eu parecia uma barata tonta. o que em geral flui bem – separar copos, pratos, talheres, canecas, água de beber, água de lavar a mão, panos, toalha, achados e perdidos – parecia não encadear, era um nunca terminar ou encontrar o que faltava.
então, mais de onze da manhã e consegui sair com os meninos. lembrei que não deveria carregar muito peso para não forçar o braço e tomei a decisão mais ridícula da minha vida: eu, que gosto tanto de andar a pé, fui ao piquenique perto de casa de carro. de carro! até os meninos acharam engraçado. pareço uma barata tonta mas consigo rir da situação.
no fim das contas, foi bom ter ido de carro. primeiro, porque já tinha muita gente e, se fôssemos à pé, teríamos perdido uma boa parte da organização das toalhas – que é sempre uma farra. depois, por volta da uma e meia: chuva. é o segundo piquenique a terminar em chuva seguidamente. e correr na chuva com cesto, carrinho, bicicleta e criança não é bolinho.
como toda vez que nos encontramos, também desta vez foi pura festa. ou várias festas de uma vez. enquanto me virava em quinze, ainda em casa, para separar as coisas, chus e sérgio deram uma passada trazendo um pão doce que levariam para o piquenique se não chegassem as visitas. achei de uma delicadeza ímpar trazer um presente para o coletivo, mesmo sem estar. e a presença da chus estava desta vez mais luminosa que nunca. e o pão, com fermento natural, bom que só. (suas coisas estão comigo, chus.)
depois que o piquenique foi terminado pela chuva, ainda recebemos amigos que vinham-não vinham-resolveram vir. e a casa se encheu de ar de piquenique. criança brincando, adulto bebendo e partilhando caponata (do quê? de supermercado... segundo a priscila, o ingrediente principal é um supermercado picado bem miúdo, deixado no azeite para curtir...). e o dia se estendeu imenso domingo de acolhidas, até chegar numa segunda-feira, de almoço garantido. porque piquenique curto é menos tempo pra comer. e comida boa de piquenique vira almoço, vira café da manhã, vira de tudo um pouco, de todo pouco um muito.
agora é esperar as receitas do pão da chus, da mistureba que a mônica fez e é receita da dora que não conheço, o pão de piquenique da neide com ovos inteiros (até a casca...), o bolo de limão da fabiana e do edu, batatas com alecrim, e tanta coisa, tanta coisa que desta vez nem lembro, mas temos fotos que não fui eu que fiz.
neide estava de máquina na mão e logo põe foto e receita de tudo.
quanto aos achados e perdidos, devo confessar que desta vez fiz uma mandinga: jane, que lentamente vou conhecendo e descobrindo, veio ao piquenique algumas vezes e, na última vez que veio, deixou uma manta num dia de chuva a proteger meus meninos. a manta veio pra casa, foi lavada e guardada. e assim, seguidamente, a tal manta freqüentou vários piqueniques (como a própria dona da manta pôde constatar nas fotos), mas a jane não aparecia. desta vez, pensei: se eu não levar a manta, a jane vai. aposto! e não é que deu certo? nunca mais devolvo achados, só quando já estiverem muito, muito perdidos...