11 de junho de 2011
Namorados e amigos no piquenique
Amanhã, domingo, temos piquenique. No mesmo local, no mesmo horário flexível de sempre, com ou sem namorado. E, se der, faça algum prato, leve alguma fruta, um suco, uma bebida quente. Não se esqueça do kit copo, prato e talher, do nosso desejo de produzir pouco lixo, de evitar industrializados, isopores e descartáveis, de valorizar pratos caseiros e de incentivar nossos pequenos a comer melhor. E, se possível, pense em me mandar as receitas depois. Até lá!
4 de junho de 2011
amanhã
não teremos piquenique no que está previsto para ser o dia mais frio do ano. quem sabe no dia dos namorados ou no último domingo do mês, para encerrar o semestre e inaugurar as férias?
30 de maio de 2011
Pão de batata-doce
A ideia original era fazer um pão com passas. Mas aí tinha umas batatas-doce já cozidas e eu resolvi fazer usá-las. Fiz cerca de 1kg de pão, amassado na máquina e assado no forno. Além desses dois que aparecem na foto, rendeu também mais um, devorado rapidamente no sábado anterior ao piquenique.
1 e 1/3 copo de leite morno com dois ovos (320ml)
1 e 1/2 colheres de sopa de azeite
1 e 1/2 colheres de chá de sal
2 colheres de sopa de açucar
1 copo de batata doce cozida e amassada (240ml)
3 copos de farinha de trigo especial (720ml)
2 e 1/2 colheres de chá de fermento biológico seco
Quando faço pão com batata doce, beterraba, cenoura... sempre é preciso ir colocando um pouco mais de farinha; então, na hora de amassar é preciso cuidar do ponto da massa. De resto, é só curtir, porque eles crescem bem e ficam deliciosamente fofos :-)
27 de maio de 2011
Bolo de banana
Essa receita de bolo de banana veio num jornalzinho do sitío A Boa Terra. Só de bater o olho na receita já me deu água na boca, então aproveitei a primeira oportunidade para testar a receita - deu super certo e em dois dias o bolo sumiu!
Então, na hora de decidir o que levar no piquenique, resolvi fazer este bolo. É fácil, rápido e bastante saboroso.
Ingredientes
4 ovos inteiros; 6 bananas cortadas em rodelas; 1/2 xíc. (chá) de óleo de canola (eu usei de girassol); 1/2 xíc. (chá) de leite; 1 xíc. (chá) de aveia; 1 xíc. (chá) de farinha integral; 2 xíc. (chá) não muito cheias de açucar mascavo (usei o demerara); canela para salpicar; 1 colher (sopa) de fermento em pó.
Preparo
Preparo
Separe 5 bananas cortadas e bata o restante dos ingredientes no liquidificador. Derrame a massa sobre uma fôrma untada e enfarinhada e coloque as rodelas de banana sobre a massa, salpicando com canela. Asse em forno pré-aquecido, a 180º, por cerca de 50 minutos.
Observações
Se você fizer em uma assadeira maior, o bolo fica mais fininho, parecendo uma torta. Eu tenho preferido fazê-lo em uma fôrma menor, para que o bolo fique mais alto e fofinho! Quanto mais a banana estiver madura, mais fica bem molhadinho e saboroso.
11 de maio de 2011
Bolo de fubá cremoso
Embora o último piquenique tenha acontecido no melhor estilo fast food, não pela qualidade da comida mas pelo tempo literal (chuva, muita chuva), quem provou do bolo da Chus sabe a delícia que estava. E quem só viu fotos ficou na vontade, caso da Veronika, que faltou. Atendendo pedidos dela e de outros, lá vai a receita mandada pela autora:
Bolo de fubá cremoso. Por Maria Carbajal (Chus)
Este bolo eu comi na casa de uma amiga quando fazia muito pouco tempo que eu morava no Brasil; pedi a receita e ela me deu de cabeça mesmo, provavelmente eu esqueci ou não entendi a metade do que ela falou, mas eu fui colocando um pouco mais de umas coisas e outras e o bolo deu certo.
2 ovos
2 xícaras de açúcar
2 colheres de manteiga
4 xícaras de leite
½ xícara de queijo ralado
3 colheres de farinha de trigo
1 colher sopa de fermento em pó
1 e ½ xícara de fubá
Em princípio, esses são os ingredientes, mas a quantidade de fubá sempre muda um pouco dependendo do tamanho dos ovos.
Vamos lá: Claras em neve. As gemas batidas com o açúcar, a manteiga e 1 xícara de leite para ajudar. Eu bato na mão mesmo. Depois vai colocando o queijo, o fubá, a farinha de trigo e o fermento. Misturar tudo muito bem. Colocar as claras em neve só misturando com carinho. No fim não esquecer de colocar as últimas 3 xícaras de leite, fica quase líquido. O leite também pode ser colocado antes das claras em neve. Mas se achar que está um líquido muito ralo pode colocar mais um pouquinho de fubá (menos de ½ xícara) e um tiquinho (pouquinho mesmo) de fermento em pó, só pra massa ficar contente, porque é um bolo que cresce discretamente.
Colocar numa forma retangular untada com manteiga e polvilhada e farinha de trigo. Forno médio, até o bolo ficar com uma cor bonita. Também pode fazer o teste de enfiar o palito, quando sair limpo, o bolo está pronto.
9 de maio de 2011
Pão recheado com serralha
A receita de pão recheado que fiz para levar ao último piquenique já foi publicado lá no Come-se: http://come-se.blogspot.com/2011/05/pao-recheado-com-serralha.html. Em vez de serralha, se não tiver, qualquer outra verdura pode ser usada (folhas de nabo, folhas de rabanete, ora-pro-nobis, espinafre, taioba, folhas de beterraba, mostarda etc).
6 de maio de 2011
Piquenique em Londres
Por aqui nós não temos muito este costume do piquenique, temos sempre tempo bom e tempo ruim numa mesma estação. Não corremos pra ver os dias de céu azul e o sol, os pássaros, as flores e as folhas antes que partam. Não nos preocupamos em estar em áreas livres, pois sabemos que estão sempre por perto, que dia bom sempre há de ter, seja inverno ou verão, e que as praças não saem do lugar e verde sempre estão. E assim vamos passando enquadrados em nossas casas muradas. Mas quando vamos pra Europa ficamos encantados em redescobrir como é bom estar nos parques, se sentar num banco para comer, fazer piqueniques ao menos sinal de sol. Eu senti isto, você deve ter sentido se viajou por lá (ou mesmo aqui em Porto Alegre) e achei divertido ler a respeito do assunto na crônica de hoje do André Laurentino, no Caderno Divirta-se do jornal O Estado de S. Paulo, que está morando em Londres. Reproduzo aqui um trecho, autorizado pelo autor. O texto completo, você não pode deixar de ler. Está no blog dele, Caderno de Vidro: www.andrelaurentino.blogspot.com.
......
Em certos dias me pego pensando se faria em São Paulo tal ou tal coisa que faço aqui. Como um piquenique no parque, por exemplo. Vejamos nossa listinha paulistana: tem parque? Tem. Tem comida? Tem. Tem céu azul e pensamentos banais de “nossa, como o verde dá um respiro, gente”? Tem. Então por que vivi 18 anos aí sem fazer piquenique?
As respostas mais se parecem com desculpas. O metrô daqui é mais prático (mas aí tem táxi — já que estacionar carro no Ibira em fim de semana bonito é pior que descer para praia em fim de semana bonito). Você fica mais despreocupado com as crianças no Hyde Park (claro, claro: se elas se perderem todo mundo em Londres vai entender português, principalmente o chorado). Ah, mas os cookies, as geléias, os mil tipos de iogurte que existem aqui (tem troco: pão de queijo, paçoquinha, requeijão. Tudo bem que a palavra “requeijão” desanima qualquer ideia de piquenique e imagens de farofa vem à mente. Ok, sai o requeijão).
E a resposta certa logo aparece. Quem mudou não foi a cidade. Foi a lista de coisas que você faria. Passear a pé é programa em qualquer lugar do mundo. Assim como andar de patinete, ir a museu ou ficar mais perto dos filhos. Piquenique então, nem se fala. Tudo isso Londres nos deu, além de outras coisas que nem podíamos imaginar. Mas as melhores foram as que já estavam aqui dentro, e a nova cidade só teve o trabalho de desembrulhar.
....
Trecho da crônica "New me", de André Laurentino, publicada no guia Divirta-se, do Estadão, em 06 de maio de 2011. Veja o texto completo no blog do André, Caderno de Vidro.
Veja fotos do último piquenique, aqui.
5 de maio de 2011
Bolinhos de arroz do Edu
Os bolinhos de arroz chegaram quentinhos e estavam irresistíveis. Logo, sumiram! Sem delongas, deixo a palavra com o próprio autor, o Edu! A Fabiana, além de ter feito o arroz, ajudou a carregar os bolinhos, pelo que me pareceu.
Bolinhos de arroz. Por Edu Izumino
Bolinhos vêm da tradição culinária da pensão: segunda-feira bife, terça picadinho, quarta, carne moída, quinta-feira croquete. Os bolinhos de arroz sempre são, portanto, resultado de alguma sobra e de algum improviso. É temerário dar uma receita muito estrita, dado que a principal matéria prima – aquele arroz que sobrou por algum motivo lá no fundo da geladeira
- pode estar em condições bastante diversas: mais ou menos temperado, grudento ou mesmo queimadinho.
Eu aprendi a fazer, mais ou menos, vendo minha mãe, que quase nunca usa receitas para cozinhar. Mesmo assim, faz bolinhos antológicos. E que quase nunca permite que se jogue comida boa fora. Vai ver, pode ser coisa mais enraizada: li em algum lugar que os anciãos japoneses, que tinham vivido a fome e as dificuldades da Segunda Guerra e que comem seu gohan até o último grão, não entendiam os desperdícios dos jovens japoneses influenciados pelos hábitos perdulários da culinária ocidental. Ou então, é apenas porque minha mãe gosta, e faz bolinhos (tempurá) até de folha de cenoura.
Para os bolinhos que levamos ao piquenique usamos pouco menos que um litro de arroz integral (só sei por causa do tamanho do tuperuár), cozido apenas em água e sem sal nenhum, feito pela Fabiana em algum dia da semana passada, e que estava soltinho e macio. Numa tigela então foi o arroz, ainda gelado, aproximadamente uma xícara de leite, um ovo. Usei também acho que um pouco mais que uma xícara de farinha de trigo, e uma colher e meia
de chá de fermento químico. Então, essa foi a base. Os temperos precisam de alguma consideração do cozinheiro: se o arroz está salgado e temperado, deve-se obviamente utilizar menos tempero do que eu usei. Foram duas colheres de chá de sal, uma cebola média picadinha, uns dois ou três dentes de alho picados, um tomate firme, sem sementes, em cubinhos, meia xícara de cheiro-verde também picadésima, 50 gramas (um pacotinho) de queijo parmesão ralado. Até aqui, já é um bolinho de respeito. Daqui para a frente pode-se variar. Eu coloquei cerca de uma colher de chá de coentro em pó e outra de cominho. Já fiz com coentro fresco, em vez de salsinha, e o pessoal aqui também gostou. Não usei pimenta, mas também fica bom, se você gosta. A cebola, o tomate e os demais ingredientes que são picados eu costumo passar pela faca três ou quatro vezes, para ficar bem miudinho. Aí, é só
misturar tudo, e tentar acertar o ponto.
É difícil descrever o ponto, mas eu diria para você imaginar uma massa de panqueca (que leva a mesma quantidade de leite, ovos e farinha que eu sugiro aí em cima), e que fica mais cremosa que sólida, misturada com quatro xícaras de arroz. Outro jeito de descrever é dizer que uma colherada (de sopa) fica ligeiramente mais para o ‘junto’ que para o ‘solto’, ou ainda, que fica algo como o ponto de um risoto ainda quente e úmido no qual se caprichou no molho. Acho que se o arroz que você for usar já for temperado, principalmente se tiver sido feito com óleo, você pode aumentar um pouco a quantidade de farinha na massa, mesmo que fique aparentemente mais grosso.
A fritura: eu usei uma wok pequena (pequena para uma wok, bem entendido), ou seja, uma panela com o fundo arredondado, com 26/24 centímetros de diâmetro, não lembro bem, que eu gosto de usar para não respingar muito no fogão por ter as laterais altas, e que é ótima para fazer as raras frituras que fazemos em casa. Usei óleo de girassol, mais ou menos meio litro,
mas o certo é usar o suficiente para cobrir confortavelmente os bolinhos.
O óleo deve estar quente, mas não pelando. Na boca mais forte do fogão aqui de casa, em cerca de 2/3 da potência. Para o bolinho cozinhar bem por dentro e dourado por fora ele deve ficar mais ou menos cinco minutos fritando, sendo virado algumas vezes. Eu modelo os bolinhos com duas colheres ou só despejo uma colherada, depende do ponto que ficou a massa. Os bolinhos, cerca de 4 a 6 de cada vez, devem crescer pela ação do fermento, e subir e boiar no óleo quente.
Eu costumo fazer uma primeira leva, verificar o gosto, consistência, o cheirinho, e aí fazer os acertos no sal e outros temperos, na farinha para acertar o ponto, a temperatura do óleo. E sempre tem algo para acertar... o jeito, o resultado do bolinho já frito é mais importante que o ponto da massa mais ou menos grossa, e isso vai variar bastante conforme o arroz que foi
usado. Feitos os acertos, os bolinhos devem ser fritos, escorridos em papel toalha (duas ou três camadas de papel), e servidos quentinhos. Dessa vez rendeu mais de quarenta bolinhos, e demorei mais ou menos quarenta minutos só para fritar tudo. A massa do bolinho, pronta, pode ser guardada até dois dias na geladeira. Os bolinhos, prontos, costumam honrar os antepassados e os produtores da nossa comida. Não sobram de jeito nenhum.
3 de maio de 2011
Cesta de piquenique versátil: cesta e toalha
Como duas leitoras do Come-se se interessaram pela cesta de piquenique que apareceu nas fotos do último piquenique, aproveito para fazer a propaganda. Ela é feita pelas Artesãs da Linha Nove, do Instituto Acaia. De brim de cor neutra, toda bordada manualmente, amarrada é uma cesta com fundo firme. Desamarrada, vira uma simpática toalha de piquenique.
Quer comprar? Entre em contato pelo email: artesasdalinhanove@acaia.org.br. Ou ligue no telefone: 11 3499-0421.
2 de maio de 2011
Piquenique de maio molhado
Pois é, a chuva anda acompanhando nossa agenda. É a única companhia não desejada, pelo menos nos nossos domingos, que parece não querer mais perder um só piquenique. Este foi o terceiro encontro seguido que ela aparece. O dia começa lindo e promissor, mas quando o piquenique está começando a ficar bem gostoso, começa a acinzentar. E é ela chegar e a gente sair correndo. Desta vez deixamos a praça antes das duas da tarde, sendo que chegamos por volta das 11. Ou seja, não deu pra nada. E aí é aquela confusão, salve o que puder. É um tal de levar pratos, panos, talheres e copos dos outros. No próximo, o tapete de destrocas será grande. Sorte que parte dos amigos veio aqui para casa e ainda ficamos um tempo de papos, comes e bebes. Mas ainda assim, foi bom. Só não melhor porque a Veronika, tão assídua quanto a chuva, não foi com a família animada - tinha outros compromissos.
28 de abril de 2011
Pão com ovos
Já ia me esquecendo de postar o pão que levei no último piquenique. É que publiquei no meu blog e acabei dando o caso por encerrado. Sei que o Piperca é uma coisa e Come-se é outra, mas, para não me repetir, deixo aqui apenas o link e reforço que é uma ótima saída para um lanche completo de piquenique.
http://come-se.blogspot.com/2011/04/pao-com-ovos-inteiros-na-massa-inteiros.html
Se São Pedro ajudar, tem piquenique no domingo!
20 de abril de 2011
Biscoitos de chocolate
Biscoitos de chocolate. De Veronika Paulics
misturei atabalhoadamente (o que significa que eu deveria ter pensado numa ordem para misturar tudo isso, mas não consegui. misturei sem ordem):
200 gramas de manteiga sem sal em temperatura ambiente
2 gemas
2 colheres (sopa) de creme de leite
1 xícara de açúcar
1 pitada de sal
2 xícaras de farinha de trigo
meia xícara de chocolate em pó
2 gemas
2 colheres (sopa) de creme de leite
1 xícara de açúcar
1 pitada de sal
2 xícaras de farinha de trigo
meia xícara de chocolate em pó
virou uma massa molenga, coloquei num papel manteiga, fiz virar um cilindro, coloquei na geladeira. cortei em fatias finas só na hora de colocar no forno. forno pré-aquecido no mínimo. deixei assar por uns 20 minutos. tirei. esperei esfriar antes de tirar da assadeira. podem ser feitas mais grossas, mais finas, com ou sem recheio. uma receita é muita bolachinha. mas como ficam gostosas, pode-se fazer muitas receitas e sempre será pouco.
18 de abril de 2011
Batatas rústicas
Batatas Rústicas. De Jane Reolo
Ingredientes
Batatas, o que tiver, descascadas e cortadas em quatro
Azeite
Sal
Tomilho
Salvia
Alecrim
Modo de fazer: coloque as batatas numa forma, tempere com bastante azeite além de sal, tomilho, sálvia e alecrim a gosto. Cubra com papel alumínio e leve ao forno médio. Deixe assar por 20 minutos. Retire o papel alúminio e deixe mais 20 minutos aproximadamente ou até dourar.
15 de abril de 2011
Este tipo de antepasto é uma ótima opção para piqueniques, pois vai bem com qualquer tipo de pão e pode complementar um prato de salada de folhas verdes, servindo até como tempero. Este, feito pela Jane, estava especial, com as ervas marcantes.
Abobrinha em conserva. De Jane Reolo
2 abobrinhas cortadas em fatias
Bastante azeite
Sal, tomilho, alecrim, sálvia e orégano a gosto
Tempere a abobrinha com o sal e as ervas, espalhe numa assadeira e regue com azeite. Leve ao forno médio e deixe assar por cerca de 40 minutos ou até que a abobrinha fique macia. Sirva com pão.
14 de abril de 2011
Torta de bananas
Esta foi uma das comidas que não deu tempo de provar, já que planejava chegar às sobremesas depois de experimentar todos os salgados, e a chuva chegou antes. Mas que parecia apetitoso, ah, isto, parecia. Pelo menos agora temos a receita.
Torta de Banana. De Jane Reolo
3 xícaras de farinha de trigo
1 1/2 xícara de açúcar (se quiser, pode diminuir para 1, que também dá certo)
2 ovos
100 gramas de manteiga ou margarina culinária
1 colher (sopa) de fermento em pó
7 bananas nanicas bem maduras cortadas em tiras.
Misture os ingredientes, amasse só até ficar uma massa lisa e compacta. Deixe descansar por 10 minutos.
Forre com esta massa uma forma e coloque por cima as fatias de bananas. Polvilhe com canela e leve ao forno médio. Deixe assar por 30 minutos ou até que a massa fique com as bordas douradas.
12 de abril de 2011
Piquenique de abril
Boa ideia: Dilma levou saquinhos de lixo feitos de jornal
A previsão era de chuva de dia todo, mas teve sol pela manhã, o que animou piquiniqueiros a sairem de casa com suas cestas. Toalhas cheias de comidas quentinhas, geladas, frescas, crianças correndo pra lá e pra cá.
Mal deu a hora de mudar do café para o vinho e o céu começa a se zangar. Fiz rapidamente um menu degustação e pernas pra quem tem e que lá vem água. Acho que foi o piquenique mais curto da nossa breve história, não tendo durado mais que duas horas. Pelo menos teremos muitas receitas neste mês - isto, se todo mundo me mandar receitas para publicar.
O legal agora é que o grupo está tão grande que já pode se multiplicar para povoar a praça Zé Roberto todos os sábados, todos os domingos, todos os fins de tarde e fazer a qualquer dia festas de aniversário, encontros de família, reunião de turma da faculdade. Por que apenas uma vez por mês? E vamos ocupar todas as outras praças da Lapa. E de todos os bairros. Vamos fazer mais piqueniques, minha gente!
E se conseguirmos manter o modelo que temos adotado até aqui, muito melhor, menos lixo: cada um com seu kit copo-talheres-prato; embrulhos de panos em vez das embalagens industriais dos salgadinhos e isopores; sucos naturais em vez dos industrializados e refrigerantes, muitas frutas, pães, tortas e biscoitinhos caseiros etc. E isto é possível, fácil e prazeroso. É só ver as fotos.
11 de abril de 2011
sem pé nem cabeça
ontem, mil motivos, eu parecia uma barata tonta. o que em geral flui bem – separar copos, pratos, talheres, canecas, água de beber, água de lavar a mão, panos, toalha, achados e perdidos – parecia não encadear, era um nunca terminar ou encontrar o que faltava.
então, mais de onze da manhã e consegui sair com os meninos. lembrei que não deveria carregar muito peso para não forçar o braço e tomei a decisão mais ridícula da minha vida: eu, que gosto tanto de andar a pé, fui ao piquenique perto de casa de carro. de carro! até os meninos acharam engraçado. pareço uma barata tonta mas consigo rir da situação.
no fim das contas, foi bom ter ido de carro. primeiro, porque já tinha muita gente e, se fôssemos à pé, teríamos perdido uma boa parte da organização das toalhas – que é sempre uma farra. depois, por volta da uma e meia: chuva. é o segundo piquenique a terminar em chuva seguidamente. e correr na chuva com cesto, carrinho, bicicleta e criança não é bolinho.
como toda vez que nos encontramos, também desta vez foi pura festa. ou várias festas de uma vez. enquanto me virava em quinze, ainda em casa, para separar as coisas, chus e sérgio deram uma passada trazendo um pão doce que levariam para o piquenique se não chegassem as visitas. achei de uma delicadeza ímpar trazer um presente para o coletivo, mesmo sem estar. e a presença da chus estava desta vez mais luminosa que nunca. e o pão, com fermento natural, bom que só. (suas coisas estão comigo, chus.)
depois que o piquenique foi terminado pela chuva, ainda recebemos amigos que vinham-não vinham-resolveram vir. e a casa se encheu de ar de piquenique. criança brincando, adulto bebendo e partilhando caponata (do quê? de supermercado... segundo a priscila, o ingrediente principal é um supermercado picado bem miúdo, deixado no azeite para curtir...). e o dia se estendeu imenso domingo de acolhidas, até chegar numa segunda-feira, de almoço garantido. porque piquenique curto é menos tempo pra comer. e comida boa de piquenique vira almoço, vira café da manhã, vira de tudo um pouco, de todo pouco um muito.
agora é esperar as receitas do pão da chus, da mistureba que a mônica fez e é receita da dora que não conheço, o pão de piquenique da neide com ovos inteiros (até a casca...), o bolo de limão da fabiana e do edu, batatas com alecrim, e tanta coisa, tanta coisa que desta vez nem lembro, mas temos fotos que não fui eu que fiz.
neide estava de máquina na mão e logo põe foto e receita de tudo.
quanto aos achados e perdidos, devo confessar que desta vez fiz uma mandinga: jane, que lentamente vou conhecendo e descobrindo, veio ao piquenique algumas vezes e, na última vez que veio, deixou uma manta num dia de chuva a proteger meus meninos. a manta veio pra casa, foi lavada e guardada. e assim, seguidamente, a tal manta freqüentou vários piqueniques (como a própria dona da manta pôde constatar nas fotos), mas a jane não aparecia. desta vez, pensei: se eu não levar a manta, a jane vai. aposto! e não é que deu certo? nunca mais devolvo achados, só quando já estiverem muito, muito perdidos...
então, mais de onze da manhã e consegui sair com os meninos. lembrei que não deveria carregar muito peso para não forçar o braço e tomei a decisão mais ridícula da minha vida: eu, que gosto tanto de andar a pé, fui ao piquenique perto de casa de carro. de carro! até os meninos acharam engraçado. pareço uma barata tonta mas consigo rir da situação.
no fim das contas, foi bom ter ido de carro. primeiro, porque já tinha muita gente e, se fôssemos à pé, teríamos perdido uma boa parte da organização das toalhas – que é sempre uma farra. depois, por volta da uma e meia: chuva. é o segundo piquenique a terminar em chuva seguidamente. e correr na chuva com cesto, carrinho, bicicleta e criança não é bolinho.
como toda vez que nos encontramos, também desta vez foi pura festa. ou várias festas de uma vez. enquanto me virava em quinze, ainda em casa, para separar as coisas, chus e sérgio deram uma passada trazendo um pão doce que levariam para o piquenique se não chegassem as visitas. achei de uma delicadeza ímpar trazer um presente para o coletivo, mesmo sem estar. e a presença da chus estava desta vez mais luminosa que nunca. e o pão, com fermento natural, bom que só. (suas coisas estão comigo, chus.)
depois que o piquenique foi terminado pela chuva, ainda recebemos amigos que vinham-não vinham-resolveram vir. e a casa se encheu de ar de piquenique. criança brincando, adulto bebendo e partilhando caponata (do quê? de supermercado... segundo a priscila, o ingrediente principal é um supermercado picado bem miúdo, deixado no azeite para curtir...). e o dia se estendeu imenso domingo de acolhidas, até chegar numa segunda-feira, de almoço garantido. porque piquenique curto é menos tempo pra comer. e comida boa de piquenique vira almoço, vira café da manhã, vira de tudo um pouco, de todo pouco um muito.
agora é esperar as receitas do pão da chus, da mistureba que a mônica fez e é receita da dora que não conheço, o pão de piquenique da neide com ovos inteiros (até a casca...), o bolo de limão da fabiana e do edu, batatas com alecrim, e tanta coisa, tanta coisa que desta vez nem lembro, mas temos fotos que não fui eu que fiz.
neide estava de máquina na mão e logo põe foto e receita de tudo.
quanto aos achados e perdidos, devo confessar que desta vez fiz uma mandinga: jane, que lentamente vou conhecendo e descobrindo, veio ao piquenique algumas vezes e, na última vez que veio, deixou uma manta num dia de chuva a proteger meus meninos. a manta veio pra casa, foi lavada e guardada. e assim, seguidamente, a tal manta freqüentou vários piqueniques (como a própria dona da manta pôde constatar nas fotos), mas a jane não aparecia. desta vez, pensei: se eu não levar a manta, a jane vai. aposto! e não é que deu certo? nunca mais devolvo achados, só quando já estiverem muito, muito perdidos...
6 de abril de 2011
Carne louca da Chus
Incrível como pode ser gostosa uma carne preparada por uma vegetariana. Acho que é porque, além do capricho e o tempero perfeito, tem aquela pitada ou uma mão cheia de generosidade e tolerância, afinal o que mais se vê é vegetariano querendo a conversão dos pecadores. Já é a segunda vez que ela leva ao piquenique e não sobra pra contar história. Até a última gota do caldinho é capturada com um naco de pão! À receita, pois:
Carne louca desfiada. Por Maria Carbajal (Chus)
Para cozinhar a carne
Azeite, um tanto, tipo 4 ou 5 colheres (sopa)
1 cebola picada
Alguns dentes de alho 2 cenouras cortadas em rodelas
1 copo de vinagre
½ litro de caldo de carne (ou água quente e 1 cubinho)
Louro, algumas folhas Cheiro-verde, sal e pimenta-do-reino a gosto
Para o molho
1 tanto de azeite
Mais cebola, se gostar
Pimentões verdes e vermelhos
1 copo de vinho branco
Azeitonas picadas (podem ser verdes ou pretas) Mais salsinha
Coloque o azeite, a cebola e o alho na panela de pressão. Refogue a carne, coloque a cenoura. Junte o vinagre e o caldo, o louro, o cheiro verde, sal e pimenta. Tampe e deixar cozinhar no fogo baixo durante uma hora. Abra, verifique se a carne está molinha - se não estiver, coloque um pouco mais de água quente ou caldo e deixe cozinhar. Verifique o sal e temperos - isso depende do gosto, eu não experimento, só cheiro e então é difícil precisar. Quando a carne estiver bem macia, quase desmanchando, tire da panela e desfie. Deixe o caldo da carne na panela mesmo. Em uma frigideira, coloque o tanto de azeite suficiente pra refogar, a cebola, os pimentões e deixe corar tudo. Coloque o vinho branco, as azeitonas e a salsinha. Coloque a carne desfiada de volta na panela de pressão (onde tinha deixado o caldo), mexa um pouco, coloque o refogado da frigideira por cima, mexa bem. Deixe cozinhar um pouco pra tomar gosto. Verifique o tempero e veja se tem que acrescentar mais alguma coisa. Depois ajeite numa cumbuca e deixe macerar algum tempo antes de servir (fica melhor quando se faz no dia anterior).
Coloque o azeite, a cebola e o alho na panela de pressão. Refogue a carne, coloque a cenoura. Junte o vinagre e o caldo, o louro, o cheiro verde, sal e pimenta. Tampe e deixar cozinhar no fogo baixo durante uma hora. Abra, verifique se a carne está molinha - se não estiver, coloque um pouco mais de água quente ou caldo e deixe cozinhar. Verifique o sal e temperos - isso depende do gosto, eu não experimento, só cheiro e então é difícil precisar. Quando a carne estiver bem macia, quase desmanchando, tire da panela e desfie. Deixe o caldo da carne na panela mesmo. Em uma frigideira, coloque o tanto de azeite suficiente pra refogar, a cebola, os pimentões e deixe corar tudo. Coloque o vinho branco, as azeitonas e a salsinha. Coloque a carne desfiada de volta na panela de pressão (onde tinha deixado o caldo), mexa um pouco, coloque o refogado da frigideira por cima, mexa bem. Deixe cozinhar um pouco pra tomar gosto. Verifique o tempero e veja se tem que acrescentar mais alguma coisa. Depois ajeite numa cumbuca e deixe macerar algum tempo antes de servir (fica melhor quando se faz no dia anterior).
Berinjelas recheadas, de Mônica Montenegro
Mônica sempre traz frutas colhidas em seu quintal ou receitas que inventou de fazer com seus filhos. Neste piquenique, trouxe umas berinjelas assadas. A foto ficou uma lástima, mas as berinjelas... muito gostosas. É receita sem medida, adaptável. A seguir, a explicação da Mônica:
"Aferventei seis berinjelas orgânicas pequenas, cortei a ponta, retirei cuidadosamente o miolo e reservei.
Juntei ricota ao miolo e temperei com cebola ralada, cheiro verde e cebolinha, sal com ervas, azeite e castanha de caju picada grosseiramente.
Com este recheio, preenchi dois terços das berinjelas. Piquei tomate e também temperei. Usei o tomate para terminar de preencher as berinjelas. Joguei por cima cheiro verde picadinho.
Para ficarem de pé, embaixo de cada uma coloquei um quarto de pão francês sem miolo, com alho, sal e azeite.
Arrumei-as numa assadeira, coloquei em forno médio e deixei assar por 30 minutos."
5 de abril de 2011
Salada de sete grãos
Assim como a receita anterior, esta salada foi feita pelo Airton e não pela Adriana. E como é daquelas fórmulas que dão certo mas que podem ir nascendo com as possibilidades da despensa, entrego aqui as próprias palavras do autor para que você arrisque também sua versão. Esta, posso dizer que está aprovadíssima.
Salada de 7 grãos. Por Airton Pretini
1 1/2 xícara de Ráris ou outra mistura de grãos (usei naquela salada um resto de uma mistura que a Dri fez há um tempo, que continha gergelim preto. Não recomendo, manchou muito...)
Um cubo de caldo, preferencialmente de legumes
2 cenouras raladas
2 pepinos japoneses descascados e picados em cubos
Cebola picada (pode ser branca ou roxa)
Azeite a gosto
Limão a gosto
Sal a gosto
Opcional: umas pitadas do tempero Quatre Epices
Como eu fiz: Cozinhei o arroz de acordo com as instruções da embalagem, mas o único tempero que coloquei foi o caldo. Não coloquei o cubo inteiro; fui colocando aos pedacinhos, até que percebi que a água estava levemente saborizada. Deixei o arroz esfriar bem (fiz na verdade um banho de gelo, pra acelerar...) e aí temperei com as cenouras, os pepinos, a cebola, azeite, limão e sal. No final, coloquei umas pitadas do Quatre Epices, só pra dar uma realçada em alguns sabores. Descobrimos na 2a feira que fazer de um dia para outro é bem mais legal, portanto fica a dica.
Como eu fiz: Cozinhei o arroz de acordo com as instruções da embalagem, mas o único tempero que coloquei foi o caldo. Não coloquei o cubo inteiro; fui colocando aos pedacinhos, até que percebi que a água estava levemente saborizada. Deixei o arroz esfriar bem (fiz na verdade um banho de gelo, pra acelerar...) e aí temperei com as cenouras, os pepinos, a cebola, azeite, limão e sal. No final, coloquei umas pitadas do Quatre Epices, só pra dar uma realçada em alguns sabores. Descobrimos na 2a feira que fazer de um dia para outro é bem mais legal, portanto fica a dica.
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