12 de janeiro de 2011
Piquenique de janeiro de 2011
Precavidos com as tardes chuvosas, começamos o piquenique mais cedo, quando a grama ainda estava molhada do temporal do dia anterior. Por isto nos instalamos sobre o chão do coreto e ali ficamos sob a sombra das figueiras vendo o sol raiar. Muita gente viajando, então éramos poucos. Mas animados como sempre. E a chuva não veio, e teve banheiro móvel de cortininha, picolés e sacolés pingando nas mãos e antebraços de crianças. E teve costuração de roupa de boneca e bichinhos de pelúcia. E bebemos cerveja, suco e vinho gelado na taça. E comemos bolo de chocolate, pão de calabresa, broinhas de fubá, torta salgada e tortinhas doces, cuscuz paulista e cuscuz marroquino. E colhemos manga verde para suco e curry. E fomos conferir a cúrcuma que as crianças plantaram. E descobrimos como fazer coisas no livro da Clara. Emprestei minha máquina para a outra Clara que tirou fotos lindas (incluídas nestas). E assim ficamos até o começo da noite. Já em casa descobri que o Marcos tinha jogado por engano minhas forminhas de picolé no lixo da praça. E ele teve que ir buscar debaixo da chuva que gentilmente nos esperou terminar o encontro. Receitas, depois.
7 de janeiro de 2011
dia nove, o próximo
e pode desencavar uma receita gostosa. gente para experimentar sempre tem.
3 de janeiro de 2011
Queijadinha de tabuleiro
Eram tantas as comidas no último piquenique que eu mesma não provei da queijadinha. Mas quem teve oportunidade aplaudiu de pé a delícia da Fabiana, sempre tão prendada. Queijadinha de tabuleiro. De Fabiana Jardim 200 g de coco ralado
1/2 xícara de água
6 ovos separados (bater as claras em neve)
100 g de manteiga
1 xícara de milharina (flocos de milho)
1 colher (sopa) de fermento em pó Modo de fazer: hidrate o coco com a água e reserve. Na batedeira, bata as gemas com a manteiga e o açúcar até obter um creme. Junte o coco, a milharina e o fermento, sempre batendo. Desligue a batedeira, acrescente as claras em neve e misture com cuidado. Coloque a massa em uma forma untada e enfarinhada. Asse em forno médio pré-aquecido por 30 minutos, aproximadamente, ou até dourar. Sirva quente ou frio.
Rende uns 30 pedaços
20 de dezembro de 2010
Bolo de fubá fofinho

1 xícara de fubá
Outra opção é jogar alguns pedaços (uns cinco, grandes) de goiabada cascão no bolo. Fica uma delícia!
Use medidas padronizadas: 1 xícara de 240 ml
13 de dezembro de 2010
Pimentões agridoces ao forno
Tinha aqui alguns pimentões orgânicos de três cores e, se tivesse também berinjelas e abobrinhas, teria feito aquela quase caponata. Por isto, saiu uma quase peperonata, feita com os mesmos temperos. Bom para guardar na geladeira e comer sobre saladas de folhas, ou para rechear sanduíches com uma fatia de queijo. Ou simplesmente ser posto sobre uma fatia de torrada ou pão quentinho. Esta, especificamente, serviu para acompanhar o pernil que levei ao piquenique na semana passada. Pimentões agridoces ao forno
1,3 kg de pimentões de três cores (verde, vermelho e amarelo)
1/2 xícara de uvas passas pretas
1/2 xícara de nozes picadas
1/2 xícara de azeite
1/4 xícara de vinagre
1/2 colher (sopa) de açúcar
1,5 colher (chá) de sal
1/2 colher (sopa) de pimenta vermelha seca (em flocos - usei da pimenta coreana para Kimchi, mas pode ser calabresa, em menor quantidade)
1/2 colher (sopa) de orégano seco
Pique os pimentões em tirinhas finas e coloque-os numa tigela com os temperos. Misture bem e espalhe tudo sobre uma forma grande. Deixe no forno médio por cerca de 2 horas ou até que os pimentões fiquem bem macios. De vez em quando abra o forno e mexa com delicadeza. É só deixar esfriar e guardar na geladeira por até uma semana. Ou levar ao piquenique para comer com pão.
Rendimento: não sei, não pesei nem medi, mas sei que, no piquenique, todo mundo provou.
10 de dezembro de 2010
Pãezinhos para piquenique

Esta mesma postagem está lá no Come-se.
A receita veio de uma velha apostila do curso de confeiteiro do Senac e o resultado, pães macios, foram para o piquenique. Achei que a textura fofinha e o adocicado da massa combinariam com a peperonata que fiz (e depois dou a receita) ou com fatias de pernil assado e compota de frutas - ameixa e damasco. Levei tudo separado para montar sanduíches na hora, pois sabia que crianças iriam querê-los simples, ainda quentes, com manteiga ou queijo cremoso. Se feitos em formato cilíndrico, viram pães para cachorro quente, que é o que a receita da apostila anuncia, aliás. Acho que poderiam ter ficado mais fofinhos se juntasse à massa um ovo. Não usei o melhorador que a fórmula pedia e substituí a gordura vegetal hidrogenada por manteiga. Lá vai a receita, então.

Para comer com pernil, compota de frutas, peperonata...
Pãezinhos para piquenique
1 quilo de farinha de trigo
1 colher (sopa) de sal
1/2 xícara de açúcar (90 g)
3 colheres (sopa) de leite em pó
1,5 colher (sopa) de fermento biológico seco dissolvido em 3 colheres (sopa) de água
Meia xícara de manteiga sem sal (100 g)
600 ml de água Numa bacia, coloque a farinha de trigo misturada com o sal, o açúcar, o leite em pó. Faça uma cova, coloque aí o fermento diluído e vá juntando a água aos poucos e mexendo até a massa ficar ligada. Junte, então, a manteiga em pedacinhos e comece a sovar com as mãos. Adicione o restante da água aos poucos até formar uma massa homogênea, brilhante, que se solta das mãos. Cubra com plástico, deixe crescer até dobrar de volume e então faça os pãezinhos com 35 ou 40 g cada um (é mais fácil fazer um rolo com a massa, cortar pedaços e moldar bolinhas). Coloque os pãezinho em forma untada e enfarinhada, com espaço entre eles. Deixe crescer novamente e leve ao forno médio para assar por cerca de 30 minutos ou até que fiquem dourados. Não precisa, mas se quiser - e eu quis, pincele ovo batido na superfície dos pãezinhos antes de levar ao forno. Rende: cerca de 50 unidades Nota para as variações: não testei, mas da próxima vez vou incluir o ovo (e descontar seu volume reduzindo a água). E também vou começar com toda a água e só então vou juntar a farinha aos poucos. Sei que não é o método mais recomendado pelos padeiros de plantão - para nunca alterar a proporção de farinha em relação aos outros ingredientes, mas eu me sinto mais segura fazendo assim e sempre dá certo. A manteiga vou deixar totalmente para o final, quanto a massa já estiver boa. Vou juntá-la aos pedacinhos e incorporando à massa - assim a gordura fica entremeada à malha de gluten já formada. Vou substituir também o leite em pó pelo correspondente em leite líquido que será descontado da água da receita. E vou deixar os pãezinhos depois de moldados crescerem mais - poderiam ter ficado ainda mais fofinhos se eu não estivesse atrasada para o piquenique. Se você testar alguma mudança antes de mim, me conte.
9 de dezembro de 2010
biscoito de baunilha
para fazer os biscoitinhos de baunilha, misturei duas receitas que eu gosto muito. uma, é de biscoitos de chocolate, do blogue sabor saudade. a outra, é de biscoitos de baunilha, do livro da escola wilma kövesi, 400 g. misturei as duas e fiz muitos biscoitinhos.
juntei quase duas xícaras de farinha de trigo (200 gramas), meia xícara de açúcar (100 gramas), uma colher de chá de fermento em pó, 100 gramas de manteiga bem molinha, uma pitada de sal. fiz uma farofa. acrescentei uma gema, uma colher de sopa de essência de baunilha e uma colher de sopa de creme de leite. misturei bem. ficou uma massa molenga. fiz um tolete e pus na geladeira por um dia inteiro. na hora de assar, cortei em rodelas e assei em forno baixo, por uns 20 minutos. é importante soltar os biscoitos assim que são tirados do forno, mas é preciso esperar que esfriem antes de mudá-los para um pote. ou podem quebrar. dos meus, muitos quebraram.
8 de dezembro de 2010
Tomates recheados da Veronika

A Veronika confessou que chegou a pensar em mim quando improvisou a receita de tomates. O que a Neide faria com estes tomates? Ah, já sei. E então fez tudo diferente. E, nossa, como estava bom este tomate recheado. Realmente eu jamais teria pensado assim. Teria pensado assado, mas não com recheio de arroz. Talvez cebolas douradas, pão esmigalhado, azeitonas, sei lá. Menos com arroz. Cada um tem um jeito muito próprio de improvisar. O da Veronika eu já estou começando a entender. Bem, a receita ela já deu no post anterior. Salada de grãos

Esta mesma postagem está também no Come-se. Para levar ao piquenique, gosto de pensar em pratos substanciosos que possam ser comidos no prato - não sou muito de snaks, sou de comida de prato, de sal, que faça a vez do almoço. Então aproveitei para usar os edamames secos que a Mari Hirata me deu um dia e que estavam a espera de um bom uso. Edamames são grãos de soja verde, deliciosos. Podem ser comprados no bairro da Liberdade ou na Ceagesp - basta aferventar a soja e debulhar os grãos. Os que a Mari trouxe do Japão são verdes, mas desidratados. Basta deixar de molho em água por uns minutos e depois cozinhar em água salgada até que fiquem macios, o que acontece rapidamente. Já o trigo, foi só deixar um quilo de molho em água desde sábado à noite para cozinhar no domingo pela manhã (o tempo de cozinhar 1 xícara é praticamente o mesmo para cozinhar 1 quilo e eu posso guardar os grãos já cozidos em pequenas porções no freezer para outros preparos, como minestras, saladas e combinações com arroz, por exemplo). Cozinhei em panela de pressão, com bastante água, por cerca de meia hora. Escorri a água excedente e usei a porção que queria.
O certo seria ter feito a salada no sábado e deixar pegando gosto até a hora do piquenique, deixando o amendoim para adicionar na hora. Mas não deu porque só pensei nela no sábado à noite. Aliás, amendoim e soja são leguminosas e trigo, cereal e sendo assim formam uma ótima combinação proteica para prato único.
Bem, chega de enrolação e vamos à receita, muito parecida a uma outra que já dei aqui, agora com algumas modificações que funcionaram bem:
Salada de trigo com amendoim
3 xícaras de trigo cozido
1,5 xícara de grãos de soja verde (edamames) cozidos
2 colheres (sopa) de pimentão vermelho picado em quadradinhos miúdos
2 pimentas dedo-de-moça sem sementes, picadas
1 xícara de uvas-passas pretas hidratadas em água morna por 30 minutos e escorridas
1,5 colher (chá) de sal ou a gosto
1/4 de xícara de azeite de oliva
4 colheres (sopa) de suco de tamarindo ou um pouco de mel misturado com gotas de limão
3 colheres (sopa) de vinagre
1 xícara de amendoim com casca frito num pouco de óleo até ficar crocante e escorrido
1 xícara de salsinha picada
Numa tigela, junte o trigo cozido ainda morno, a soja, o pimentão, as pimentas, a uva-passa, o sal e o azeite misturado previamente com o suco de tamarindo e o vinagre. Misture tudo, cubra e deixe esfriar. Melhor se deixar de um dia para outro na geladeira. Na hora se servir, junte o amendoim e a salsinha e misture. Prove o sal e corrija, se necessário. Pode ser guardada na geladeira por até 3 dias.
Rende: de 10 a 12 porções
Aqui, o outra receita de salada com soja de três cores.
até a chuva estava boa
bem, os tomates eram muitos, estavam maduros e vermelhos. cortei-os ao meio, tirei as sementes, fiz uma piscina de azeite no fundo da assadeira, ajeitei ali as metades de tomates recheados com uma mistura de abobrinha crua ralada, arroz branco cozido, um pouco de molho de frango com sálvia, um ovo cru. poderia ter colocado farinha de rosca ou parmesão ralado por cima dos tomates recheados, mas não tinha. pus uma alcaparra em cada um, pra ficar bonitinho. e ficou. depois, coloquei-os no forno quente e ali ficaram uns quarenta minutos. o tomate adocicado, o azeite, o recheio úmido.
ficaram gostosos recheando os pãezinhos da neide.
o dia estava tão intenso e luminoso que tudo estava bom por princípio. até a chuva foi gostosa.
não gosto muito desta época do ano por conta do tal espírito natalino. fica tudo caótico, cínico, apressado. mas gosto muito da ideia do natal – de uma criança que nasce num estábulo e nos faz ver o mundo outra vez novo e desde o ponto de vista de quem nada tem. o piquenique tem um quê dessa ideia de natal pra mim: ali, de um encontro despretensioso de pessoas que moram perto e que de alguma maneira têm seus caminhos cruzados, vai se tecendo alguma coisa nova, amorosa. estar na praça, sujeito a nuvens e trovoadas, a céus azuis e sóis, aberto ao amigos e aos amigos dos amigos. o partilhar o que se tem e o que se é. descobrir e revolver a vida. há um delicioso desinteresse em tudo isso. não se vai a um piquenique para... vai-se ao piquenique. ponto.
para os piqueniques perto da nossa casa, o ano já terminou e, sem nos darmos conta, a cada mês forjamos pequenas festas de natal. que os novos ciclos sejam intensos em salgados amargos azedos e doces. aqui em casa, estamos prontos para os sabores do vento.
7 de dezembro de 2010
Piquenique de dezembro de 2010
O dia não poderia começar melhor. Um sol lindo de rachar mamona, calor pra usar bermudas e chinelos e tomar vinho gelado. Acomodamo-nos sob as sombras das árvores e fomos desenrolando toalhas, armando cadeiras, desamarrando panos para expor comidas quentinhas. Os piquiniqueiros de sempre, sempre lá. E os flutuantes representam a surpresa necessária para nos alegrarmos quando eles conseguem ir -"eba, olhe lá, a Chus e o Sérgio vieram!".
Se no piquenique passado a reinação das crianças foi a invasão dos reinos das figueiras, desta vez a farra ficou por conta de um xixizódromo improvisado com cortinas de pano para as meninas - com latinha esvaziada de seu conteúdo ureico misturado a água aos pés de árvores diferentes servindo-lhes de adubo natural. Toda praça deveria ter banheiro e fim de papo. Sorte que moramos perto. Mas e se não morássemos? E, claro, teve também a turminha da fogueira - quando conseguimos fazer pegar fogo nos gravetos pingos grossos começaram a afundar na areia. Todos correndo para desmontar o cenário, crianças debaixo de toalhas, mães protegendo os filhos sob suas asas, tapando-lhes as cabeças com esteiras, guarda-chuvas e perna pra quem tem que o piquenique acabou. Bem, espero dar conta de publicar as receitas dos pratos que apareceram por lá e ainda algumas do piquenique de novembro.
30 de novembro de 2010
Batatinhas em conserva do Edu

Subvertendo o ditado, "quem tem Google vai a Roma". Ou ao piquenique. Basta ler a receita das batatinhas do Edu, que estavam fantásticas, para confirmar. Batatinha em conserva. Por Eduardo Izumino Não era eu quem ia fazer a batata bolinha. Mas acabou que na correria nos atrasamos e eu me encarreguei. Fiz como todo mundo que tem um problema: fui ao Google e procurei algumas receitas. O processo produtivo básico é o de cozinhar as batatinhas, e elas são 'conservadas' num molho à base de azeite e cebola, além de temperos que, bom, dão o tempero. Diante da escassez de alguns deles, claro, fiz algumas adaptações e pequenas ousadias que deram lá o seu saborzinho. Essa aqui portanto não é uma receita que deve ser seguida de modo rígido, talvez nem ser seguida mesmo, até porque estou reproduzindo de cabeça e talvez eu esqueça uma ou outra coisa. Mas vamos lá. Tudo dependia da compras do dia anterior: nem sempre se encontra batata bolinha, e nem sempre elas estão com qualidade suficiente. Devem ser bem pequenas, do tamanho de azeitonas graúdas. As que eu achei eram um tanto maiores, mas estavam frescas, lisas, e eram quase todas do mesmo tamanho, o que facilita cozinhá-las de modo uniforme. Lavei-as, esfregando com uma esponjinha, e coloquei-as para cozinhar: dois quilos de batatinhas numa panela para três litros de volume – não que se usem três litros de água, mas o suficiente para cobri-las. Eu sei que alguns detalhes parecem óbvios para quem tem alguma prática, mas peço alguma clemência comigo. Se puder, use água filtrada, em filtro que retire o gosto de cloro. A água da Sabesp ela jura que é potável, mas o sabor que deixa nos pratos não é agradável. Temperei a água com duas colheres de chá de sal, e aqui começamos a improvisar, com o finzinho do vinagre de maçã que havia em casa, e que provavelmente deu apenas metade dos 200 ml de uma das receitas que eu vi – a única, acho, que mandava cozinhar as batatinhas com vinagre. Nessas horas, e sem poder sair para comprar mais, a gente torce para que seja suficiente. Mas eu não queria, a gente não queria, que as batatinhas ficassem muito azedinhas, pois a ideia era que as crianças gostassem, e até onde eu sei a maioria delas não aprecia comida muito azeda. Pelo mesmo motivo não coloquei pimenta. Poderia ser, por exemplo, uma pimenta calabresa. Enquanto a batata cozinha, vamos aos temperos. Olho no relógio: as batatinhas devem cozinhar por mais ou menos 20 minutos, e devem estar 'al dente', isto é, cozidas mas ainda firmes, a casca inteira e brilhante. Experimente algumas até achar o ponto, aproveitando para acertar o sal. Normalmente, as receitas pedem uma cebola grande ou duas médias. Eu usei um pouco mais. Não daria muito tempo para as batatinhas curtirem no tempero, então podemos ser mais perdulários com alguns temperos para compensar um pouco. Cortei as cebolas em tirinhas, as mais fininhas que consegui (dividi as cebolas descascadas no sentido do comprimento, fatiei no sentido da largura e separei as tirinhas). Piquei um maço de salsinha, com os talinhos, também nos pedaços mais minúsculos que consegui. Inventei um pouco aqui: uma ponta de colher de chá de orégano, cerca de 5 ou 6 grãos de erva doce – isso mesmo, grãos, uma colher de chá de sal, e aí deveria entrar mais vinagre – que tinha acabado. Vasculhando, achei vinagre de arroz, aquele de temperar o arroz para sushi. Acontece que esse vinagre é seriamente mais forte, mas tem sabor diferente também. Pinguei um pouco, acho que menos que uma colher de sopa. Misturei os temperos, com cuidado. Vi receitas sugerindo tiras de pimentão, azeitonas, dentes de alho inteiros ou amassados, acho que aí cada um faz de acordo com seu gosto. Arrumei os temperos já num tuperuár com tampa, pronto para o transporte, mas o correto é usar um vidrão com tampa, com capacidade de 3 litros, já esterilizado (fervido por pelo menos 30 minutos), garantia que as batatas vão durar bastante. Joguei as batatinhas bem quentes no tempero, escorridas aos punhados com uma escumadeira, mexendo suavemente, e intercalando com azeite. Usei pelo menos 300 a 400 ml de azeite e um tanto de óleo de girassol. É, acabou o azeite também... Usei parte da água do cozimento, azedinha, para completar até o molho quase cobrir todas as batatinhas.Em pelo menos uma das receitas que vi, se recomendava refogar as batatinhas nos temperos. Noutra, a bater todos os temperos no liquidificador. Eu não fiz nem uma coisa nem outra. Apenas não me pareceu que ia ficar muito bom. Além do mais, as batatinhas e um pouco do caldo do cozimento que eu usei estavam beeem quentes, e continuariam a cozinhar ainda por alguns minutos, assim como as cebolas, que apenas com o calor das batatinhas amolecem e cozinham o suficiente para perder o seu acre, e ficar até meio adocicada. Acabei acrescentando mais quase uma colher de sal, mas eu tentei não salgar demais: os sabores tendem a apurar. Deixa-se tudo descansar até esfriar, semi-coberto, e depois que esfriar pode-se deixar à temperatura ambiente, marinando, curtindo, cerca de dois dias. No fim, com ajuda da erva-doce, não foi necessário corrigir a acidez, ficou um azedinho bem suave. Mas não deu tempo de curtir nem 24 horas até o piquenique. As batatinhas ficaram até bem boas, mas eram sobretudo promessa do que seriam se estivessem bem curtidas. Da próxima vez, vou usar mais vinagre para cozinhar as batatinhas, mais azeite no molho, e se não houver crianças nem intolerantes, pimentas biquinho e azeitonas. Curtidas pelo menos uma semana, acho que daria um toque picante e colorido e as azeitonas deixariam o sal no ponto - nesse caso, se deveria usar menos sal no molho.

Edu
16 de novembro de 2010
Paleta de porco assada
Rende: cerca de 10 porções
11 de novembro de 2010
Bolo de coco fofinho
A Adriana levou o bolo na própria forma de alumínio velhinha, daqueles utensílios que parecem saber de cor a receita do bolo que contém. No final do piquenique, quando a forma foi retirada da toalha, algumas mãos a acompanharam para salvar um último pedaço. Conclusão, não sobrou nada para a família comer no café da manhã de segunda. Mas quem fala do bolo e dá a receita é a própria Adriana, que também publicou no seu blog Varal de Texto.
10 de novembro de 2010
Pão com centeio e frutas secas
Já havia publicado a receita lá no Come-se. Mas, para quem só vem ao Piperca, fica o registro por aqui também. Receita segura para se levar ao piquenique. Usei a mesma fórmula de sempre, que não tem erro, só variando uma coisa ou outra. Para acompanhar o pão que chegará ao piquenique ainda quente, uma lata de uma boa manteiga. Pão com centeio e frutas secas 1 colher (sopa) de fermento biológico seco - ou 1 envelopinho
Nota: este é o jeito que você deve fazer o pão caso não tenha uma máquina de pão - ela é a certeza de que o pão ficará pronto em 3 horas - isto se estiver fazendo calor. Uma hora e meia para amassar e crescer. Mais meia para moldar os pães e deixar crescer mais um pouco. E uma hora para assar. Eu deixo a tampa da máquina aberta e vou juntando os ingredientes na mesma ordem que dei na receita. Mas, de qualquer forma, na bacia ou na máquina, vai dar certo. Como já disse aqui uma vez, amasso na minha máquina esta quantidade de massa por minha conta e risco e vou ajudando com uma espátula na hora de misturar (a capacidade dela é bem menor). Durante mais de 10 anos usei a minha máquina Oster, importada na época, desta forma, pelo menos uma vez por semana. Só há mais ou menos um mês uma peça dela quebrou de vez e não creio que tenha sido pelo trabalho forçado. Não achei Oster por aí e nem sei se ainda existe. E, apesar de haver outras mais caras e aparentemente melhores no mercado, acabei comprando a Cadence que tem a mesma cara da Oster e, pelo design, julguei ter a mesma competência. Acho que acertei, pois a danada trabalha duro como a outra, sem um pio de reclamação. 
9 de novembro de 2010
O suspiro de Veronika

Veronika é daquelas que, como eu, quando está atolada de trabalho vai à cozinha dar um respiro enquanto cozinha. E o resultado de uma destas respiradas de alívio são estes suspiros deliciosos, em perfeita crocância, que ela levou ao penúltimo piquenique e que no entanto não tive tempo de postar. Mas aqui está, antes tarde que nunca, antes que nos atropelem as receitas deste último encontro, que eram tantas. E os suspiros, tão raros, tão poucos. Não sobraram para contar a história ou a receita. Quem conta é a própria autora.
Suspiros. Por Veronika Paulics Foi só um suspiro, mesmo... já estamos até o pescoço de papeis e tomadas de decisão.
Para cada clara, uma colher de sopa de açúcar. eu uso o açúcar cristal da native. bato no liquidificador para ficar fininho. às vezes guardo com baunilha. fica bom. bata as claras até nevarem e vá acrescentando o açúcar aos poucos e batendo. pode colocar raspas de limão. fica bom. unte e polvilhe uma forma por clara nevada e vá formatando os suspiros com duas colherinhas. quanto menor o suspiro, mais gostoso e assa um pouco mais rápido. coloque no forno no mínimo, se conseguir, deixe o forno um pouco aberto. fica muuuuito tempo assando. vá vendo se estão durinhos. o melhor é experimentar aos poucos. quando estiverem duros, tire, deixe esfriar (é rapido) e guarde rapidinho. num pote bem vedado. ou coma todos de uma vez. beijo. v.
Poesia de domingo
(porque não temos dúvidas que esses piqueniques são um jeito de ensinar essa lição aos nossos filhos ;-)
Tirinha: Liniers
8 de novembro de 2010
Piquenique de novembro. As comidas
Piquenique de novembro. As crianças e a conquista de reinos
6 de novembro de 2010
Um lugar comum
Um lugar comum / A common place from Split Filmes on Vimeo.



