8 de novembro de 2010
Piquenique de novembro. As comidas
Esta foi a décima segunda vez que fizemos piquenique perto de casa e, não sei se pelo aniversário ou se pelo lindo céu ensolarado, estava particularmente populoso. Jura, um amigo de longa data, veio com a Jane e a menina Helena que se divertiu muito. Vieram os amigos de sempre e os que aparecem de vez em quando. Veronika contou das peripécias para assar os biscoitos. Eu, o fato de ter acordado às 4 da manhã pra colocar o pernil no forno. A Priscila trouxe ingredientes e apetrechos para fazer caipirinha e brindar. Mônica apareceu com um monte de bolinhos enfeitados para comemorar. Claudio reclamou que ele abre um monte de maracujás, separa as polpas para fazer suco e eu digo que o suco é da Fátima (reparado o erro!). Adriana conta do bolo de coco da infância. Fabiana diz que a receita do seu pão era com requeijão, mas fez com kefir. Jerry me dá a receita do cookie delicioso tintim por tintim que fiz questão de gravar - porque depois ele não manda a receita. A batatinha em conserva foi feito pelo Edu embora eu tenha mania de achar que só a parte feminina do casal é quem cozinha. E criança piquiniqueira também bota a mão na massa - Helena fez caprichados sanduíches com pão integral e cenoura. Veronika achou que tinha gelatina demais no seu patê de fígado, mas eu não achei e ninguém achou. A receita dos pãezinhos húngaros da mesma Veronika estava errada, não virou pão, mas ela conseguiu improvisar fundos de tortinhas com recheio de cogumelos bem gostosos. Então, além de nos deleitarmos no momento piquenique, que piquenique afinal é pra isto, falamos muito de comida e trocamos receitas. Cuidamos de todas as crianças como se fossem todas nossas, nos divertimos com elas, bebemos vinhos, comemos, rimos e trabalhamos antes por puro prazer. As receitas vêm depois.
Piquenique de novembro. As crianças e a conquista de reinos
Ontem, literalmente as crianças reinaram no piquenique. Eram tantas e estavam tão felizes que pareciam ter se enebriado de sol. Falaram como maritacas, correram como ratinhos brincalhões, plantaram cúrcuma no chão e comeram como gente grande. As cordas levadas por adultos fizeram brinquedos que as divertiram de monte, mas a reinação maior fica sempre a ser descoberta por elas. E assim sondaram todas as figueiras (às vezes chamadas também de seringueiras e pelas crianças, de reinos) da praça, mas dominaram mesmo um só reino, o maior, com grandes salas, armadilhas de folhas secas, escadas de raízes, passagens secretas e seguranças. Um rei não apareceu. Eram todos, eram muitos e a anarquia seguiu animada até o começo da noite. É uma senhora árvore que já deve ter visto muita coisa, mas nada igual a esta galerinha do barulho, como diria a Globo. As comida, depois.
6 de novembro de 2010
Um lugar comum
No mês passado, estivemos na 8ª edição do Festival Internacional de Cinema Infantil e pegamos uma sessão de premiação dos curtas exibidos. Um deles nos deixou encantados: Um lugar comum, realizado por alunos da UFSCar.
E talvez porque no último piquenique as crianças tenham semeado as mudinhas e brotinhos cultivados carinhosamente pela Neide, talvez porque o piquenique se firmou como descompromisso que já faz parte das nossas vidas a ponto de fazer aniversário, hoje resolvi dividir com vocês a boniteza dessa animação - que, desde o título anuncia o não-ineditismo das situações narradas, e que consegue ser muito delicada, centrando o seu (e o nosso) olhar no espaço em que os encontros se tornam possíveis e os desencontros também.
A praça ou parque é o lugar comum que participa e testemunha a passagem do tempo, o crescimento das raízes, o ciclo das folhas e das flores... é o cenário onde as vidas se entrecruzam, onde as esperanças nascem, morrem ou são esquecidas.
A constância da visita à praça é o nó que une a trama de diversas vidas - talvez pequenininho e insignificante se olhado no conjunto, mas bastante significativo quando olhado mais de perto. O lugar comum é também um dos fios que torna possível narrar duas ou três vidas, no que têm de mais ordinário, mas também no que têm de lampejo de beleza.
Um lugar comum / A common place from Split Filmes on Vimeo.
5 de novembro de 2010
Bolo de cenoura

Antes que apareçam por aqui as receitas de novembro, uma receita ainda do piquenique de setembro, da Adriana, que já quase ia ficando esquecida não fosse a boquinha manchada de chocolate de sua filha Ana que não me deixou esquecer. Bolo de cenoura. De Adriana Azevedo 4 ovos
1/4 de xícara de óleo
Cerca de 1/3 de um tabletinho de margarina culinária ou 30 g de manteiga
2 xícaras de farinha de trigo1 colher (sopa) de fermento
2 xícaras de açúcar
Cerca de 400 g de cenouras picadas
No liquidificador bata primeiro os ovos, o óleo e a margarina. Adicione a cenoura e deixe bater até ficar bem triturado. À parte, numa tigela, misture a farinha, o fermento e o açúcar. Despeje o creme do liquidificador e misture bem com uma colher. Coloque em forma untada, leve para assar, cubra com calda de chocolate e leve para o piquenique na forma mesmo. Rende: uns 30 pedaços Nota da Adriana: "no bolo que fiz para a Ana levar à escola adicionei também 1 xícara de farelo de aveia e ficou legal - não sobrou uma migalha..."
4 de novembro de 2010
Piquenique perto de casa: Comemoração de 1 ano
Mal dá pra acreditar que nossos encontros já completam 1 ano. Foi no dia 10 de novembro do ano passado, quando esta foto foi tirada, que tudo começou. O post está no Come-se. Então, neste próximo domingo, dia 07, teremos motivos a mais para comemorar. Lembrando que passa a ser fixa agora aquela toalha de desfazeres. Quem tiver algo que queira doar ou trocar, é só levar e colocar sobre a toalha. Só não vale deixar maridos, filhos, sogras.
Panquecas com salada
A Clara só queria saber de comer as panquecas que ela mesma havia montado. Não desprezando as finalizadas pelos pais, Paulo e Kelly, com o maior orgulho ela reconhecia as suas pelo cabo da ervinha. E eram estas que ela escolhia para comer com a maior boca boa. Jeito fácil de fazer criança comer verdura.
Panqueca com salada. Por Paulo Weidebach e Kelly Cruz (e Clara!)
Panqueca
4 ovos
4 ovos
1/2 litro de leite
2 xícaras de farinha de trigo
1 colher (sobremesa) de óleo
Sal a gosto
Salada
O que a sua imaginação mandar: folhas de rúcula baby, pepino e cenoura ralados, erva doce, manga, queijo branco e brotos de alfafa, por exemplo.
O que a sua imaginação mandar: folhas de rúcula baby, pepino e cenoura ralados, erva doce, manga, queijo branco e brotos de alfafa, por exemplo.
Molhos
1. Azeite, mel, mostarda, limão e sal
1. Azeite, mel, mostarda, limão e sal
2. Azeite, limão, sal e hibisco seco Modo de fazer: bata todos os ingredientes da massa no liquidificador e faça as panquecas em frigideira antiaderente. Recheie, dobre em cone e apoie em copinhos de cachaça. Faça vinagretes com os ingredientes indicados e sirva à parte.
Sanduíche de lombo, guacamole e salada de cenoura
Chegue na hora em que chegar, Fabiana vem sempre com os braços carregados. Desta vez tinha os sanduichinhos, o guacamole e a salada de cenoura com ricota. Tudo assim, simples, sem receita. Ficam aqui as ideias. A salada de cenoura dentro de um pão francês fresquinho teria feito grande sucesso, mas é no outro dia, quando a comida já não é tão farta e só restou a toalha vazia, que vamos lembrando com saudade das comidas boas do piquenique.
Sanduíches. Por Fabiana Jardim: "simples, só coloquei uma colher de chá de maionese, para umedecer, fatias de lombo e fatias de queijo". O outro, de ricota com azeitona: "amassei a ricota, misturei com maionese e azeitona, também para deixar úmido".
A receita do Guacamole, da Fabiana Jardim, está aqui.
Marcadores:
Receitas,
saladas,
Salgados,
sanduíches
28 de outubro de 2010
Brusquetas de abobrinha

É só calcular bem o tempo, para que cheguem ao gramado quentinhas. Esta é a graça. E a Priscila chegou no fim do piquenique quando a toalha já estava sendo desmontada e a comida já estava mexida demais. Aí ela vem cheia de graça com a forma de brusquetas quentíssima. Até abrimos mais um vinho, e devoramos. Veja aí como ela fez: Brusqueta de abobrinha. De Priscila Moreno
Cortei a abobrinha em fatias e levei pra assar com azeite e sal. Enquanto isso, misturei uns três dentes de alho com um macinho de manjericão picado, coloquei bastante azeite, sal, e queijo Canastra ralado. Também coloquei um pouco de amendoim socado no pilão, nem sei se deu pra perceber. Foi um punhado, mais ou menos. Cortei pães em fatias, coloquei a mistura de manjericão, alho e queijo, e por cima as abobrinhas torradinhas. Levei ao forno de novo, por uns 10 minutos, botei na sacola e saí correndo pro piquenique!
25 de outubro de 2010
Dependurado
Se a lixeira fica pendurada no poste e o Marcos sobe na árvore pra colher pitanga, o João mais que rapidinho deve pensar: também quero. E lá vai a Neide com ele suspenso pra baixo e pra cima.
24 de outubro de 2010
Colheita de pitanga
Receita: Como colher pitanga na praça perto de casa.
1. Procure uma criança que queira colher pitanga. Se ela não alcançar peça a ela que estique bem o corpo.
2. A primeira parte da receita não deu certo? Tudo bem. É receita experimental. Tente começar de novo. Encontre outras crianças dispostas e um tecido. Monte uma "peneira" logo abaixo da árvore e peça ajuda a alguém que queira subir na árvore e balançar os galhos para as pitangas cairem.
3. Ainda não deu certo? A colheita foi muito pequena? Algumas partes da receita funcionaram?4. Pegue um tecido maior, mais gente, mais crianças e refaça as partes que funcionara: subir na árvore, balançar, ficar logo abaixo da árvore com o tecido...

5. Parece que funcionou. Tem um saco cheio de pitangas...


6. Não vieram só pitangas? Tem intrusos na colheita? Você precisa arrumar um jeito de se livrar deles...


8. Separar a sujeira das pitangas. Agora valendo.
9. Pronto. Uma cesta de pitangas começa a surgir.
Fotos: Ines Correa
22 de outubro de 2010
Neide e Marcos
Neide e Marcos, um casal animado pra levar em piquenique. A Neide e as crianças, ulala! Ops, Marcos, como o foco eram as pitangas, você ficou sem foco nesta foto. Mas é que você olhou de um jeito tão carinhoso que não dava pra deixar de clicar.
Mas fiz outra, ok?
Fotos: Ines Correa
21 de outubro de 2010
Fotografias do João
As fotografias que o João, filho da Verônika, fez com seu olhar, meu colo e a ajuda de quem foi visto no alvo da câmera.
20 de outubro de 2010
As fotos das crianças
Foto: Chico
Foto: João
Foto: Clara
Ela disse: "olha, parece uma carinha!"
Ela disse: "olha, parece uma carinha!"
Foto: Clara
Ela disse: "quero fazer com esta ponta verde"
Ela disse: "quero fazer com esta ponta verde"
Para fotografar com a garotada basta uma tenda pequena, uma máquina fotográfica, algumas crianças como o Chico, o João e duas Claras. Uma tarde de sol. Alguns legumes divertidos ou raízes, folhas (a Neide sempre tem). O que quiser. As Claras não precisam estar em neve (brincadeira).
Fotos: Chico, João, Clara e Clara
Fotos: Chico, João, Clara e Clara
19 de outubro de 2010
Pic e câmera
Um adulto. Uma câmera fotográfica. Duas crianças. Alguns pontos de vista do adulto com relação ao mundo da criança em alguns momentos de um piquenique.
Um adulto. Uma câmera fotográfica. Duas crianças. Dois adultos.
Um adulto sentado com uma câmera fotográfica. Uma criança. Um melão.
Duas crianças. Dois retratos.
Fotos: Ines Correa
18 de outubro de 2010
Piquenique de outubro e chuvas de pitanga
Apareceu um picapau
Ninguém botava muita fé que daria piquenique neste domingo, mas deu. Não choveu como dizia a previsão do tempo. Fez sol pela manhã, alguma nuvem e calor no meio do dia e friozinho, no fim da tarde. Mas chover, chover, não choveu. Teve chuva de pitangas, disto ninguém pode reclamar.
Muita gente apareceu ao longo do dia. Até a Priscila que nunca tinha ido apareceu, quando estávamos já desmontando as toalhas, com uma bandeja de torradas de abobrinhas super quentes e uma salada de queijo da Canastra com tomates e azeitonas, super fresca. E assim abrimos mais um vinho e fomos ficando até o começo da noite. Crianças plantaram milho na praça; teve toalha da dispensa (quem quis, levou objetos que queria dispensar); brotos para as crianças desenharem; cabaninha de foto da Inês para as crianças fotografarem e sempre, sempre, comida gostosa e companhia, idem. Até um casal de picapau apareceu por lá.


Apareceu a Priscila Maria
Cará, inhame, batata-doce, aratura, mangarito e até milho brotando. Pra desenhar e fotografar
Assinar:
Postagens (Atom)


















































