27 de julho de 2010
Próximo Piquenique
23 de julho de 2010
Piperca na rede
Piqueniques por aí

Em Belo Horizonte:
Data: sábado, 24 de julho, à partir das 10h.
Local: Gramado entre o Teatro Francisco Nunes e o lago dos barquinhos.
Em São Paulo: Do Movimento Boa Praça25 julho 2010 de 9:00 a 14:00 – Praça François Belanger
Tá explicado!
16 de julho de 2010
Pra levar ovos cozidos. Craquelados com cúrcuma

Estas embalagens, compradas em lojas de um-e-noventa-e-nove, são ótimas para guardar ovos na geladeira porque são de fácil higienização, mas melhores ainda para levar ovos cozidos ao piquenique. Neste último, levei assim uma dúzia de ovos cozidos - metade deles craquelado e tingido de cúrcuma. Não sobrou um pra contar história. Ovos sempre fazem sucesso. Sorte que logo chegaram a Suzana, minha irmã, com o cunhado Darly e mais um engradadinho de ovos. Fica aqui a dica. Só não pode esquecer o sal e a pimenta. Para tingir: cozinhei os ovos por 10 minutos (depois da fervura), craquelei a casca, amassando com as mãos, e aferventei novamente com uma mistura de pó de cúrcuma. Como disse, não sobrou ovo pra contar história e muito menos pra foto. O do piquenique foi fervido só com cúrcuma, mas para ficar vermelho como este da foto (que publiquei uma vez no Come-se), é só juntar um pouco de bicarbonato para alcalinizar a mistura e ganhar tom avermelhado. Pode ser fervido com chá preto também. 15 de julho de 2010
Bolo de milho verde de Paulo Weidebach
Paulo descobriu pelo blog que era vizinho de grito da Chus. Foi logo se convidando para o piquenique seguinte, que aconteceu 4 de julho. "Oi, Neide. Sou seu leitor contumaz e descobri, no seu blog, que a Chus é minha vizinha de quarteirão! É muita liberdade pedir para sermos convidados para ir ao próximo piquenique? Eu, Kelly e a Clara (7 anos)." Claro, respondi. E no domingo ensolarado lá estava a família feliz com a graça da Clarinha, três bons litros de chá de hortelã e o bolo de milho sabendo à pamonha recheada e assada em forno de lenha - prontamente devorado como se estivéssemos à beira de um milharal. Que venham sempre! À receita, pois: Reserva
14 de julho de 2010
Salada de trigo de quibe
É fria, fácil de comer e carregar, gostosa, sustenta e tem fibras - além de garra pra suportar um dia inteiro em temperatura ambiente sem estragar ou perder a pose. Pode ser feita um dia antes e, se sobrar, saiba que fica ainda melhor no dia seguinte, com sabor mais apurado, introjetado. O segredo é não hidratar totalmente o grão. Vinte minutos bastam - para que o grão ainda tenha espaço para absorver o caldo do tempero. Assim, não só o grão fica temperado por dentro como a salada não fica aguada. Lá vai a receita arabicamente inspirada, aprofundada em casa e devidamente anotada para dividir com os piqueniqueiros de plantão. Se não tiver xarope de romã ou tamarindo, acrescente limão e um pouco de mel, melado ou açúcar. Geleia de tamarindo diluída com um pouco de vinagre também funciona.
Salada de trigo de quibe
2 xícaras de trigo de quibe
3/4 de xícara de nozes picadas (70 g)
1 xícara de uvas passas
1 xícara de cubinhos de salsão (125 g)
1 xícara de cebola roxa picada (100 g)
Umas 30 folhas de hortelã picadas
1 xícara de salsinha picada
2 pimentas dedo-de-moça sem sementes picadas
1/2 xícara de xarope de romã (ou de tamarindo - veja também aqui)
1/3 de xícara de azeite de oliva extra-virgem
2 colheres (chá) de sal
Coloque o trigo numa tigela e cubra com 2 litros de água. Deixe hidratar por 20 minutos. Escorra e esprema o trigo para sair toda a água livre. Coloque numa tigela e junte os outros ingredientes. Misture bem, tampe e guarde na geladeira até o momento de servir. Rende: umas 20 porções
13 de julho de 2010
Sanduichinhos de ovo
Simples assim: pão, maionese e ovo. Adultos gostam de cortar o pão ainda quente, passar geleia, espalhar por cima uma pastinha disto ou daquilo ou uma fatia de patê. Mas crianças passam pela toalha do piquenique quase sempre correndo, dão uma beliscadinha e correm novamente para as brincadeiras. Por isto sanduichinhos sempre fazem sucesso entre elas e é aí que mães ardilosas tiram proveito, afinal entre duas fatias pão cabem tantas coisas que gostaríamos que nossos filhos comessem. De ovos a verduras refogadas e até feijão. O da Fabiana Jardim foi de ovos. E pra piqueniques é bom usar maionese industrializada, que é pasteurizada - mais garantido. Poderia ser também manteiga ou um queijo cremoso, desde que grude uma fatia na outra. Assim, nem precisa embrulhar cada um separadamente. É só colocar tudo num pote plástico com tampa. Pode até ser preparado um dia antes. Veja aí, nas palavras da Fabiana:
12 de julho de 2010
Compota de laranjinha kinkan

Mais uma receita da Chus, que faz sucesso no piquenique. Ela já levou a dois piqueniques e a sobra no vidro é disputada. Da primeira vez, eu levei pra casa e o Marcos devorou nos dias seguintes, com pão caseiro. Neste último encontro a sortuda foi a Fabiana. Feita com as laranjinhas do quintal campineiro da Marina, filha da Chus, imagino que além de ser um ótimo item para piqueniques a geleia possa ser diluída, em casa, com um pouco de suco de laranja e virar uma calda para servir sobre bolos e pudins. Mas, vamos ao texto da própria Chus, que explica a criação, a partir de outra receita, modificando quase nada ...
"Esta receita adaptei do livro Pequenos almoços, da coleção Cordão Bleu. Mas eles colocam a mesma quantidade de açúcar que de laranja e eu acho que não dá certo. Também mandam colocar gim e eu coloco conhaque; a quantidade de água que eles mandam colocar eu também modifiquei. Os tempos deles eu não me ajeitei muito bem, então modifiquei mais um pouco. Bom, vamos lá!"
Compota de laranjinha kinkan - por Maria Carbajal (Chus)
1 Kg de laranjinhas kinkan
700 g de açúcar
1 dose de conhaque (1 copinho desses que usa pra tomar cachaça, não muito cheio)
½ litro de água Tem que lavar bem as laranjinhas, depois precisa cortar em fatias bem fininhas. Eu não tiro os caroços, mas quem não gostar pode tirar, reservar e depois amarrar num paninho e colocar dentro da panela (no fim pode jogar fora), porque eles dão um gostinho; por outro lado eu acho que os coitadinhos dos caroços nunca fizeram mal pra ninguém e ficam legais na geléia. As laranjinhas tem que ser cortadas sobre uma superfície (uma tábua ou coisa assim) que permita aproveitar o suco. Uma vez cortadas, colocar as fatias numa tigela desta forma: uma camada de laranja, uma camada de açúcar e assim até terminar. Cobrir com um pano e deixar descansar até o dia seguinte. No outro dia, a laranja deve ter soltado bastante suco e o açúcar deve estar quase transparente e cheiroso. Colocar a mistura de laranja e açúcar numa panela, colocar a água e mexer com carinho (pode não colocar toda a água de uma vez e deixar um pouco pra colocar mais no fim). Colocar no fogo baixo, tem que ir mexendo pra não grudar. Quando começar a ferver, aumentar um pouco o fogo e vai deixando engrossar (pouco mais de meia hora). Durante esse tempo é melhor não mexer muito, só um pouquinho em caso de necessidade. Quando estiver quase no ponto, tirar do fogo e colocar o conhaque, mexer um pouco e voltar pro fogo até dar o ponto (o ponto é o ponto de geléia mesmo, aquele que faz fiozinho entre os dedos, ou que quando coloca um pouquinho num pires gelado não espalha muito e forma uma película que fica enrugada quando se empurra com o dedo). Quem não estiver segura, é só deixar esfriar e verificar como está, se não estiver no ponto que a pessoa gosta é só levar mais um pouco ao fogo. Não é muito ortodoxo, mas a geléia também fica boa. Depois de ter dado o ponto, deixar esfriar e colocar nos vidros. Eu guardo na geladeira, dura 2 meses. Mas também pode fazer conserva. Chus
9 de julho de 2010
Os bolos da Fabiana sempre fazem sucesso nos piqueniques e este, então, foi unanimidade. Uma crostinha mais dourada no fundo fazia lembrar aqueles bolos assados na lenha. Tem uma textura apudinzada e cremosa e que se mantém úmida - que o torna ideal pra ser feito um dia antes do piquenique sem o risco de ressecar. E ainda tem o contraste com o crocante das nozes. Vale a pena provar.
O legal também é que este bolo rende uma forma grandona ou umas duas ou três pequenas, de modo que você pode embrulhar pedaços grandes e congelar, pra ir liberando no lanche das crianças aos poucos. Ou já congele embrulhado individualmente.
Bolo de abóbora - De Fabiana Jardim, aprendida com a amiga Eliane Muniz
3 e 1/2 xícaras de farinha de trigo
3 xícaras de açúcar
1 xícara de nozes ou castanha do pará moída
1 colher (chá) de sal
1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1 colher (sopa) de fermento químico em pó
2 colheres (chá) de canela
3 xícaras (mais ou menos 1 kg) de abóbora seca cozida e espremida
1 xícara de óleo
2/3 de xícara de água
4 ovos
2 xícaras de uva passa
Numa tigela junte a farinha, o açúcar, as nozes ou castanhas, o sal, o bicarbonato, o fermento e a canela. Reserve. No liquidificador, bata a abóbora, o óleo, a água, o ovo e metade da uva passa. Misture com os ingredientes secos e junte a uva passa restante. Misture bem até se transformar em uma massa homogênea. Despeje em formas untadas, leve ao forno pré-aquecido médio e deixe assar por cerca de 40 minutos ou até ficar com a superfície dourada. Rende: uns 45 pedaços
Nota: você pode bater as duas xícaras de uva passa com a abóbora, como pede a receita original; deixar as duas xícaras para juntar sem bater; ou optar pelo meio termo, como está aqui.
8 de julho de 2010
7 de julho de 2010
Frango com farofa na marmita
Este conjunto de marmitas veio da casa da minha sogra e sempre o deixei em lugar de destaque na cozinha, areando de vez em quando. Não tinha tampa nem utilidade além do efeito nostalgia. Mas neste último domingo descobri uma tampa de panela que bem se ajustou, segura com elástico, e descobri também uma serventia - levar comidas para o piquenique. Um bolo de fubá que levei foi assado na própria marmita - logo dou a receita aqui. Por enquanto, deixo a receita do frango com farofa que ocupou duas das marmitas. Para mim, frango com farofa é comida de infância, que levávamos de lanche para comer no ônibus na longa viagem ao Paraná. Mal o ônibus punha os pneus na estrada, a criançada já tinha fome de abrir o farnel. E o cheirão da comida de farofeiros atiçava as invejas... Quem quiser hoje ter um conjunto destas marmitas deve procurar lojas populares de artigos para cozinha, como as da Lapa, Santo Amaro e rua Paula Souza (é claro que você não vai encontrar na Rauls, Spicy ou Camicado)
Frango com farofa
1 kg de coxinhas de asa (de frango) ou pedaços variados
5 de julho de 2010
Piquenique de julho
1 de julho de 2010
dia 4 de julho
23 de junho de 2010
Encontro de turma com piquenique
anos em sépia* - a melancholic version from audioluiz on Vimeo.
O amigo Luiz Claudio, do blog Isto me Faz Bem, fez o vídeo com as fotos que choveram no grupo depois do reencontro. Ele mesmo não foi, mas sempre foi assim, generoso, criativo.
Eu tenho a maior resistência aos encontros de turma de faculdade, como jantar de adesão, em que se reserva uma mesona num restaurante mequetrefe qualquer (com preço razoável para que todos tenham condições de pagar) e que, mesmo sem querer reproduzir a atitude juvenil dos tempos universitários, forman-se grupinhos com os que estão sentados ao lado e à frente. Por isto, propus um piquenique.
Tudo começou quando o amigo Paulo Barouckh me encontrou ao acaso através do leitor do Come-se e amigo dele, Daniel Brazil. Logo vieram se somar outros amigos nesta redescoberta. Alguns que eu não via e não vejo há 27 anos! O próprio Luiz, ainda não vi e morro de saudade. Chegou a Graziela Azevedo (muita gente deve recebê-la sempre em casa, já que trabalha como reporter da Globo há anos) e já fomos combinando um encontro pra lembrar dos velhos tempos de faculdade, quando eu ainda estudava jornalismo na PUC, com a barulhenta turma de 1982, bichogrilos, pós-punks, new wave, músicos, poetas, artistas e outros bichos que formavam um bando. O Facebook ajudou a reunir a maioria destes amigos e foi incrível.
Embora eu tenha ficado por lá só um ano e meio, aquela era minha turma e não preciso relatar aqui todas as aventuras que vivemos juntos e as emoções que sentimos neste reencontro. Alguns eu vejo sempre e são presença constante na minha vida até hoje, mas, queridos, são todos.
Só quero dizer, afinal este é um blog de piqueniques, que apesar de alguns probleminhas - apenas dois, na verdade: dificuldade de encontrar o lugar combinado e tempo exíguo por causa do jogo do Brasil na Copa à tarde -, a experiência do piquenique foi um bom ensaio para confirmar minhas suspeitas de que uma toalha xadrez estendida no gramado de num parque espaçoso e ensolarado pode ser mais prazeroso que os jantares de adesão num restaurante ou num bar barulhento. É claro que uma reunião ampla e irrestrita pode derivar para um bar depois, em grupos menores.
Mas o bom do piquenique é que vai quem quer - cachorros, sogras, crianças, agregados; ninguém precisa gritar para ser ouvido - as conversas se dão em rodas com livre movimentação; ninguém se preocupa com que roupa deve ir e, o melhor, ninguém precisa meter a mão no bolso ou dar a desculpa de que não vai por estar durango, afinal, alguns sanduichinhos de mortadela com pão francês montados em casa, além de um suco ou uma garrafa térmica com café ou uma simples cesta de frutas já fazem bonito, pode ter certeza. O importante é partilhar - comidas e emoções.
No nosso caso, cada um se empenhou em levar comidas gostosas, seus talheres e outros utensílios. E no final todo mundo trocou as sobras dos quitutes, além de muitos abraços, beijos, impressões, telefones e a promessa de que o reencontro continua (a julgar pela verve nos emails pós encontro, eu acredito)
Veja aqui mesmo vídeo colorido e musicado com Love is Strange.
22 de junho de 2010
Como levar taças em piquenique
Se você não tem um porta-taças especial para degustações como este da foto abaixo, da minha amiga Graziela, levado no domingo a um piquenique no Parque Vila Lobos (para reunir velhos amigos de faculdade), pode improvisar como eu, embalando-as individualmente. Basta cortar garrafas plásticas de leite (ou, quem sabe, de pet grande) e emborcar uma parte na outra. Não é lá muito lindo, mas é seguro. Faço isto há muito tempo e nunca quebrei uma taça. Vale também para copos, claro. 21 de junho de 2010
Tortinhas de maçã

A Veronika chegou ao último piquenique com uma caixa de Sedex amarela e nada atrativa, que, pelo aroma, anunciava delícia frutada, doce de forno. Dentro, ainda muito quentes e aconchegadas sobre toalha xadrez e fofa, minis tortas de maçãs ainda nas forminhas, que atacamos feito formigas. À receita: Tortinhas de maçã. De Veronika Paulics Massa
200 g de farinha de trigo (metade integral, metade refinada)
100 g de manteiga sem sal
1 colher (sopa) de açúcar cristal
1 pitada de sal
2 ovos
Recheio
4 maçãs Fuji grandes passadas no ralo grosso
Suco de um limão siciliano
Casca de limão siciliano ralada fina, a gosto
1 colher (sopa) de açúcar cristal
1/2 xícara de uva passa preta
Farinha de rosca (para polvilhar)
Faça a massa: numa tigela, misture com um garfo a farinha de trigo, a manteiga, o açúcar e o sal. Quando formar uma farofa, junte os ovos. Misture até formar uma massa homogênea. Coloque num recipiente com tampa e leve à geladeira. Deixe até a massa ficar firme. Faça o recheio: numa tigela, misture a maçã ralada, o suco e a casca de limão, o açúcar e a uva passa. Cubra e deixe descansar até a massa ficar gelada e firme. Monte as tortas: divida a massa em 24 porções e forre com elas forminhas de fundo removível. Espalhe por cima um pouco de farinha de rosca e em seguida distribua o recheio (se sobrar algum líquido do recheio, separe e beba, mas não coloque sobre as tortinhas). Leve as forminhas ao forno quente e deixe assar por cerca de 40 minutos ou até que comecem a dourar. Rende: 24 tortinhas
18 de junho de 2010
convescote? não sei, não...
já piquenique todo mundo entende: vamos comer ao ar livre, improvisadamente. cada um traz o que tem e partilha. e quando o sol está quentinho e a grama não está encharcada, uau... não precisa de mais nada.
estes piqueniques perto de casa têm sido muito gostosos. no começo, nós, aqui de casa, cabíamos numa cesta de piquenique com tampa, do tipo zé colméia. mas é tanta coisa para levar – toalha, lugar para sentar, água de beber, garrafa com café, garrafa com suco, canequinha, copo, vinho, pão, tortinhas, empadinhas, bolo, manteiga, geléia e outros etcéteras que se alternam a cada dia – que no terceiro piquenique já inauguramos um carrinho de feira de piqueniques. até uma caixa de sedex usei para que as tortinhas chegassem embaladas e quentinhas...
um desafio que tenho me colocado é o que levar para que as crianças também se alimentem. enquanto elas correm pela praça, pulam, andam de bicicleta, brincam de bola, de pintar, de pular corda, de subir em árvore, os adultos (com uma ou outra exceção) ficam lagarteando ao sol, comendo gostosuras, trocando receitas, lendo, conversando. a gente sai sem nem pensar em almoço. mas as crianças gastam energia e não comem tanto assim.
algumas vezes, a fátima já levou sanduíches prontos, pão de forma e recheio. ela quase pediu desculpas por não ter feito o pão, mas disse: eu mesma montei os sanduíches! (parecia até que havia algum fiscal detectando a origem dos alimentos...) e os tais sanduíches foram um sucesso entre pequenos e grandes. pãezinhos de queijo e biscoitos de polvilho também fazem sucesso. mas acho que para o próximo, mais que tortinhas de maçã, experimentarei levar pequenos bolinhos – os muffins da neide são tão fáceis de fazer, podem ser uma boa opção. ou levar mais biscoitos feitos em casa, doces e salgados.
aos poucos, estes deliciosos “piqueniques de convescote” vão pedindo diferentes cardápios: café da manhã para calor ou frio, comidinhas gostosas para alimentar crianças, comidinhas boas para alimentar adultos e despertar alegrias, comidas em formatos que permitam a divisão do que sobra. e também sucos, chás, cafés, kefires batidos, vinhos.
as sugestões são bem-vindas, por escrito ou diretamente trazidas na sacola. porque um piquenique prepara o próximo que prepara o próximo que prepara. e a gente vai tecendo um fio de convívios e escotes, que nasce da praça e vai se enredando por aí.
Pão de amendoim com gergelim
Na minha cesta de piquenique sempre haverá pães, pois é preparo de rotina nos finais de semana ou sempre que o paneiro fica vazio. Só vou variando aqui e ali, mas mantenho a proporção de água, fermento, açúcar, sal, ovo e gordura. Quem varia é a matéria sólida, como farinhas, tubérculos, grãos; o tipo de gordura que pode ser banha, manteiga, óleo, azeite (costumo usar meia xícara, mas reduzo quando incluo grãos gordurosos como o amendoim ou nozes ou castanha do pará); e o tipo de açúcar - mascavo, mel, melado, geleia que, no pão salgado, funciona como equilíbrio de sabor e ajuda na coloração mais dourada da casca. Costumo fazer este pão com amendoim cru (só amendoim, com farinha de mandioca, com farinha de milho) e aquele e fica muito bom, mas aqui resolvi usar o amendoim torrado, sobra de outra coisa, e o gergelim que havia acabado de comprar no bairro da Liberdade. E costumo também bater tudo na máquina de pão. Só bater. Depois de crescido, moldo e faço os pães normalmente. Mas dou aqui o jeito simples de fazer, sem tecnologias, que foi como sempre fiz pão antes de ter a ajuda tecnológica. Dá sempre certo e mesmo quem nunca fez não vai errar.







